Cheias no vale do Taquari: projeções e impacto em Porto Alegre
Especialista analisa aumento do nível do Guaíba e as consequências nas ilhas
Balanço Geral RS|Do R7
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O hidrólogo Leonardo Leipeld, do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da URGS, apresenta uma análise das cheias nas bacias dos rios Taquari e Caí no estado do Rio Grande do Sul. Apesar da estabilização em algumas áreas, como Mussum e Santa Tereza, os níveis permanecem altos em outras, podendo alcançar 24 metros em Estrela. Isso sugere cheias regulares, sem previsão de exacerbação como em eventos passados. Os rios Taquari e Caí apresentam respostas rápidas a eventos pluviométricos, o que implica elevações temporárias significativas, mas de curta duração. As condições atmosféricas indicam redução das chuvas na região, com o sistema climático deslocando-se para Santa Catarina e Paraná. Apesar disso, é esperado que a água acumulada neste sistema fluvial atinja o Guaíba nos próximos dias. O Guaíba, que recebe contribuições de diversos rios como Jacuí, Gravataí e Sinos, pode experimentar uma elevação de até 2,60 metros. Isso representa riscos menores à capital Porto Alegre, mas potencializa impactos nas áreas mais baixas das ilhas adjacentes ao rio. Esses locais são suscetíveis a inundações a partir de 2,20 metros, embora o nível crítico para alagamentos sistêmicos seja de 3 metros. Atualmente, a situação mais delicada concentra-se no Vale do Taquari e no Vale do Caí, enquanto Porto Alegre deve manter vigilância atenta ao nível das águas e possíveis novas precipitações que possam alterar as previsões. Os habitantes das ilhas devem acompanhar as instruções de órgãos oficiais, como a Defesa Civil e o Serviço Geológico Brasileiro, para responder adequadamente às variações do nível do Guaíba.














