Família busca R$ 120 mil para cirurgia de jovem com tumor cerebral agressivo
Após vencer o coma, jovem enfrenta desafios para financiar operação essencial
Balanço Geral RS|Do R7
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Aos 31 anos, Leonardo Henrique enfrenta uma corrida contra o tempo. Diagnosticado, em março de 2026, com um tumor cerebral agressivo, o jovem passou 72 dias internado em coma e, segundo o relato da família, chegou a ouvir dos médicos que não sobreviveria e que não voltaria a falar. Contra as expectativas, Leonardo se recuperou, recebeu alta e hoje está em casa, consciente e lúcido.
Agora, porém, a família enfrenta uma nova batalha: conseguir uma cirurgia particular, estimada em R$ 120 mil, para a retirada do tumor. A preocupação aumentou porque a doença está pressionando e infiltrando o nervo óptico, provocando uma piora progressiva da visão.
Leonardo é paciente do Hospital de Clínicas de Porto Alegre desde fevereiro. Segundo a irmã, a instituição entende que o tumor não é operável pelo fato de não haver possibilidade de cura para o câncer. A família, no entanto, afirma que um médico especialista, que também atende pela Santa Casa de Porto Alegre, apresentou uma avaliação diferente e considera que a cirurgia pode proporcionar aumento significativo da sobrevida e melhora da qualidade de vida. De acordo com os familiares, a retirada do tumor e a consequente redução da pressão sobre o nervo óptico poderiam, no mínimo, interromper a progressão da perda visual e, possivelmente, permitir alguma recuperação.
Hospital orienta cirurgia em outra instituição
A irmã de Leonardo afirma que o próprio Hospital de Clínicas concordou com a possibilidade de transferência para outra instituição, já que não realizará o procedimento. Após receber alta, em 5 de agosto, Leonardo passou por consulta com a equipe de neurologia do hospital, no dia 10 de agosto. Segundo a família, os profissionais orientaram que ele realize a cirurgia fora da instituição e, posteriormente, retorne ao Clínicas para dar continuidade ao acompanhamento, com exames, medicações e controle da doença.
A família também recorre à Justiça para tentar garantir o tratamento. Uma liminar havia sido negada em 16 de julho, quando Leonardo ainda estava em coma. Na ocasião, segundo a irmã, a decisão considerou que o risco de morte durante uma eventual cirurgia era muito elevado diante do estado clínico do paciente. Com a recuperação apresentada nas semanas seguintes, a família agora prepara um recurso, apresentando os novos dados sobre o estado de saúde de Leonardo.
"Não queríamos ter que correr atrás de garantir um direito dele de tratamento que o hospital está se recusando a fazer", relata a irmã.
"Disseram que ele nunca mais ia voltar a falar. Eles estavam errados"
A irmã recorda os momentos mais difíceis enfrentados durante os 72 dias de internação. Segundo o relato, quando Leonardo estava em coma, a equipe médica teria considerado que ele não sobreviveria. A família permaneceu ao lado dele durante todo o período e afirma que chegou a auxiliar em cuidados básicos, como a aspiração das vias aéreas quando a saturação de oxigênio caía. Apesar das previsões pessimistas, Leonardo sobreviveu, recuperou a consciência, voltou a falar e conseguiu retornar para casa.
Campanha reúne cerca de R$ 11 mil da meta de R$ 120 mil
Enquanto aguarda os próximos passos na Justiça, a família mantém uma campanha de arrecadação. A meta é chegar aos R$ 120 mil necessários para custear a cirurgia particular. Até o momento, a vaquinha reúne cerca de R$ 11 mil. Para os familiares, a arrecadação não representa apenas uma tentativa de viabilizar uma cirurgia, mas uma alternativa diante da incerteza judicial e da necessidade de agir rapidamente.
A família pede ajuda na divulgação da campanha e nas doações. Quem quiser contribuir pode acessar a vaquinha: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/cirurgia-tumor-cerebral-tuanny-fernanda-moraes-da-silva















