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Julgamento de acusado pela morte de Camila Fruc começa em Porto Alegre

Réu é acusado de homicídio qualificado em caso de troca de tiros que vitimou a estudante

Balanço Geral RS|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O julgamento de Fabiano de Souza, acusado de homicídio qualificado, começou em Porto Alegre.
  • Camila Fruc, estudante de enfermagem, foi morta durante uma troca de tiros entre grupos criminosos em novembro de 2024.
  • A defesa do réu afirma que não há provas suficientes contra ele, enquanto a família de Camila espera pela pena máxima.
  • O caso gerou comoção pela brutalidade do crime em uma área pública e reflete a tragédia vivida pela família da vítima.

 

Começa júri do acusado pela morte da estudante Camilla Fruck em Porto Alegre

Teve início nesta quinta-feira (6), no Foro Central de Porto Alegre, o julgamento do homem acusado de matar a estudante de enfermagem Camilla Lopes Fruck, de 25 anos.


A sessão ocorre na 4ª Vara do Júri da Capital e é conduzida pelo Tribunal do Júri. O Ministério Público sustenta a acusação, enquanto a defesa apresenta sua versão dos fatos aos jurados, responsáveis por decidir pela condenação ou absolvição do réu.

A mãe da jovem, Maria Rita Lopes, foi intimada para prestar depoimento durante o julgamento, na condição de vítima no processo.


O crime

O caso ocorreu na madrugada de 16 de novembro de 2024, na Estrada João Antônio da Silveira, no bairro Restinga, zona sul de Porto Alegre.


Segundo a investigação, Camilla estava dentro de um carro com amigos, em frente a um estabelecimento comercial, quando um confronto armado entre grupos rivais começou na região.

De acordo com a apuração do Ministério Público, a estudante não tinha qualquer ligação com o conflito. Os disparos teriam sido direcionados a integrantes de um grupo rival, mas um dos tiros atingiu a jovem na cabeça.


Ela chegou a ser socorrida pelos amigos e levada ao Hospital da Restinga, mas não resistiu aos ferimentos.

Prisão e investigação

Quatro dias após o crime, a Polícia Civil localizou e prendeu o suspeito no município de Butiá.

As investigações apontaram que ele integrava uma organização criminosa que atuava na região e exercia funções ligadas à segurança de pontos de tráfico de drogas.

Ainda no dia do crime, policiais apreenderam a arma apontada como responsável pelo disparo.

A perícia confirmou que o projétil retirado do corpo de Camilla foi disparado pela arma localizada pelos investigadores. O laudo técnico foi somado a depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras de monitoramento que ajudaram a identificar o acusado.

Acusação

O réu responde por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante emprego de meio que resultou em perigo comum, em uma situação descrita pela acusação como erro na execução, quando o alvo pretendido era outra pessoa, mas o disparo atingiu a vítima.

Ao longo do julgamento, testemunhas, acusação e defesa deverão ser ouvidas pelos jurados.

Caso haja condenação, caberá ao juiz definir a pena a ser aplicada.

A expectativa é de que familiares e amigos acompanhem o andamento do júri, que busca esclarecer as circunstâncias da morte da estudante e definir a responsabilidade criminal do acusado.

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