Nove meses após desaparecimento de família em Cachoeirinha, corpos ainda não foram encontrados
Três familiares teriam sido assassinados; ex-marido de uma das vítimas e outros dois acusados são réus
Balanço Geral RS|Do R7
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Nove meses depois do desaparecimento de três integrantes de uma mesma família em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, uma pergunta continua sem resposta: onde estão os corpos das vítimas? A Polícia Civil concluiu que Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e os pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, foram assassinados. Apesar do avanço das investigações e do encaminhamento do caso à Justiça, os corpos ainda não foram localizados.
Em reportagem exibida no Balanço Geral, o repórter Jônatha Bittencourt voltou ao endereço onde funcionava o mercado da família. O estabelecimento está fechado desde janeiro, quando ocorreram os desaparecimentos. O imóvel, que antes era o sustento dos proprietários, permanece sem atividade, enquanto familiares aguardam respostas.
Investigação aponta emboscada e uso de inteligência artificial
Silvana desapareceu em 24 de janeiro. No dia seguinte, foi registrado o desaparecimento dos pais. Conforme a investigação, os crimes teriam sido planejados, com a utilização de recursos de inteligência artificial para reproduzir a voz de Silvana e atrair os idosos para uma emboscada.
O principal acusado é o policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-marido de Silvana. Segundo a Polícia Civil, os dois mantinham conflitos relacionados à criação do filho.
Durante as investigações, a polícia também apurou a retirada de objetos da residência de Silvana. Uma perícia realizada no imóvel identificou vestígios de sangue atribuídos a ela e ao pai, Isail.
Três pessoas se tornaram rés pelas mortes
O Ministério Público denunciou Cristiano, a atual esposa dele, Milena Tainá Ruppenthal Domingues, e o irmão do policial militar, Wagner Domingues Francisco. Os três se tornaram réus em maio. A denúncia envolve dois feminicídios, pelas mortes de Silvana e Dalmira, e um homicídio qualificado, pela morte de Isail.
Cristiano permanece preso no Presídio Policial Militar, em Porto Alegre, e responde a um Conselho de Disciplina da Brigada Militar, que pode resultar na exclusão da corporação. Ele nega as acusações.
Buscas dependem de novas informações
Apesar da conclusão da investigação sobre as mortes, a localização dos corpos continua sendo um dos principais desafios do caso.
Áreas de vegetação extensa na região de Cachoeirinha e Gravataí chegaram a ser consideradas durante as buscas. No entanto, a ausência de informações precisas sobre o local onde os corpos teriam sido ocultados dificulta o trabalho das equipes.
Segundo a reportagem, novas operações de busca dependem do surgimento de pistas que permitam delimitar os locais a serem examinados.
Enquanto o processo judicial avança, o mercado da família continua fechado. Nove meses depois, a ausência dos três familiares ainda deixa perguntas sem resposta e impede que os parentes tenham a possibilidade de realizar uma despedida.















