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Senado RS: Sanderson e Van Hattem, eleitos, devem priorizar dívida do Estado

Senadores eleitos pelo RS defendem renegociação da dívida e revisão do pacto federativo

Rio Grande Record|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Senadores eleitos pelo Rio Grande do Sul, Sanderson e Marcel Van Hattem, utilizaram uma estratégia conjunta durante a campanha.

  • A união de eleitores foi fomentada pela troca de votos entre os candidatos, resultando em uma vitória apertada.

  • Prioridades para seus mandatos incluem renegociação da dívida do estado e atração de novos investimentos.

  • Os senadores expressaram confiança na formação de um Senado alinhado e compromissado com a defesa dos interesses regionais.

 

Os senadores eleitos pelo Rio Grande do Sul, Ubiratan Sanderson e Marcel van Hattem, foram entrevistados no estúdio do Rio Grande Record, pelo jornalista Léo Saballa Jr. Eles explicaram a estratégia que marcou a campanha: cada um pedia voto para o outro. Segundo Sanderson, a orientação era nacional, e a ideia era que "um mais um é um". Van Hattem lembrou que, como o eleitor tinha dois votos, muita gente só soube no meio da campanha que não podia votar duas vezes no mesmo candidato.

Votação praticamente empatada

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Sanderson teve 3.453.000 votos, e Van Hattem, 3.449.000, uma diferença de 0,03%. Zucco, candidato ao governo, somou 3.516.000. Os dois afirmam que a votação próxima mostra a parceria entre as candidaturas. Como o governo federal terá segundo turno, Sanderson disse que o grupo vai trabalhar para repetir o resultado.

Dívida e pacto federativo

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Sanderson afirmou que a dívida do Estado ultrapassa R$ 100 bilhões e que cerca de 90% dela foi contraída com a União. Para ele, a solução passa por um trabalho conjunto entre governador e senadores. Van Hattem defendeu a renegociação justa da dívida e a rediscussão do pacto federativo. Segundo ele, o Estado envia R$ 100 a Brasília e recebe de volta cerca de R$ 16 a R$ 19.

Pautas sobre o Supremo

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Sanderson citou os "abusos do STF" entre os temas que dependem de um Senado unido, ao lado do endividamento dos produtores rurais e da dívida do Estado. Van Hattem afirmou que a nova composição da Casa, com maioria alinhada ao campo conservador, permitirá avançar em pautas hoje paradas, entre elas o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, com 50 senadores do campo, bastariam 41 votos alinhados para eleger um presidente do Senado que pautasse esses temas, e hoje o comando da Casa é um entrave para elas. Nenhum dos dois citou nomes de ministros durante a entrevista.

Fundo constitucional e investimentos

Os dois disseram que vão acelerar a proposta de emenda à Constituição que trata de um fundo constitucional. Sanderson destacou que, pela primeira vez, os nove senadores da Região Sul estarão alinhados no mesmo campo político. Van Hattem acrescentou que atrair investimentos e reduzir impostos também é papel dos senadores. Sanderson citou, ainda, o endividamento dos produtores rurais como tema que deve ser tratado, junto com o senador Hamilton Mourão.

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