São Paulo Abusador monitorou rotina de modelo até o dia do ataque

Abusador monitorou rotina de modelo até o dia do ataque

Preso após sequestro em Cotia, na Grande SP, calculou ponto cego de sistema de câmeras de monitoramento para conseguir despistar polícia

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Homem calculou local que não seria alcançado pelo sistema de monitoramento

Homem calculou local que não seria alcançado pelo sistema de monitoramento

Reprodução/Record TV

O homem preso pelo sequestro e estupro da modelo Kallinny Trevisan Maia monitorava a rotina da jovem e calculou o ponto exato para posicionar o carro, de modo que as câmeras de monitoramento não pudessem flagrar o ataque a jovem, ocorrido na manhã de segunda-feira (1º). As informações são da Record TV.

A jovem foi atacada quando chegava ao trabalho, um laboratório de produtos naturais, na altura do km 30 da rodovia Raposo Tavares, em Cotia, na Grande São Paulo.

Leia também: PM humilhado em Alphaville afirma: "não agiria diferente na periferia"

Kallinny chegou ao local por volta das 8h19, um pouco mais cedo que o habitual, para tomar café. Nenhuma das duas câmeras posicionadas ao lado da entrada do local conseguiu registrar o que aconteceu. Quando ela passou exatamente pelo ponto cego, o carro do agressor estava posicionado ali. A jovem foi atacada de forma brutal, a poucos metros da portaria. No entanto, ela conseguiu gritar o nome da pessoa que trabalhava ali e foi ouvida. O funcionário conseguiu ouvir o som da arrancada do veículo em alta velocidade. 

Kallinny Trevisan Maia foi resgatada pela polícia

Kallinny Trevisan Maia foi resgatada pela polícia

Reprodução/ Record TV

O homem dirigiu por cerca de dez minutos até o local onde, sozinho, trabalhou de 8h30 até o fim da tarde, enquando a jovem estava acorrrentada, no banco traseiro do carro.

Veja também: Criança morre após ser atingida por linha de pipa com cerol em SP

Por meio de uma imagem embaçada, a polícia descobriu as informações do veículo, que acabou sendo encontrado na porta de um condomionio, a cerca de 3 km do local do ataque.

Ao chegar do trabalho, o agressor lavou o carro. Segundo a mãe de Kallinny, a menina pensou que ele estava jogando gasolina para incendiar o veículo na sequência. "Ela só via a água caindo. Ele tinha batido tanto nela na parte do ouvido que ela já não estava muito bem", afirmou a mãe da vítima. "Ela achou que ali seria o fim dela". 

Após passar oito horas e meia em poder do agressor, Kallyne foi encontrada viva pela polícia, com arranhões no pescoço e ferimentos na boca. Segundo familiares, a vítima foi estuprada e agredida dentro do carro. O suspeito ainda teria a intenção de matá-la, mas foi impedido pelos policiais. Ele já tem passagem na polícia, por estupro.

"Vim agradecer ao apoio de todos, sou grata por estar viva e por ter o apoio de vocês. Gratidão pela segunda vida que me foi dada hoje", escreveu a modelo nas redes sociais após ser libertada. 

Últimas