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Acesso de caminhões ao Porto de Santos ficará bloqueado até sexta

Veículos de carga com destino à margem esquerda do Porto de Guarujá estão liberados

São Paulo|Do R7

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Caminhões bloqueados na via Anchieta nesta segunda-feira (6)
Caminhões bloqueados na via Anchieta nesta segunda-feira (6)

O acesso de caminhões à margem direita do Porto de Santos, no litoral paulista, ficará bloqueado até sexta-feira (10). A definição foi tomada nesta segunda-feira (6) pelo Gabinete de Integração, que reúne setores da Prefeitura, governos estadual e federal, instituído para tomar medidas em relação ao incêndio na Alemoa. A medida visa garantir o direito de ir e vir da população, resguardar a segurança dos caminhoneiros e evitar transtornos no trânsito na entrada da cidade.

O bloqueio dos caminhoneiros será feito pela Polícia Rodoviária, com apoio da Ecovias (concessionária do sistema Anchieta-Imigrantes) e da Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo). Veículos de carga com destino à margem esquerda do Porto de Guarujá estão liberados.


KM 40

A barreira ocorre no Km 40 da Via Anchieta, mas será levado também ao Rodoanel e às rodovias Anhanguera, Dutra e Ayrton Senna. Os pontos dos demais bloqueios ainda não tinham sido definidos.


O secretário de Segurança Pública do Estado, Alexandre de Moraes, ressalvou que veículos com produtos perecíveis e medicamentos serão liberados para seguir até o porto sob escolta. Segundo ele, esse movimento representa 5% do volume geral de carga.

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Produtos perigosos são transferidos


O chefe da Defesa Civil, Daniel Onias, afirmou que todos os produtos tóxicos e perigosos da Ultracargo foram transferidos para outros tanques da empresa, a cerca de um quilômetro do local do incêndio. Nesta segunda-feira (6) de manhã o fogo estava restrito a dois tanques, mas não havia previsão de quando as chamas seriam eliminadas.

Qualidade do ar é monitorada por três aparelhos

A qualidade do ar nas proximidades do incêndio é monitorada pela Estação Telemétrica da Cetesb (transferida provisoriamente da Ponta da Praia), pelo aparelho Sigis, do Exército, e pelo Railvon, da Tecmar.

Segundo o gerente regional da Cetesb, César Eduardo Padovan Valente, o monitoramento é online.

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa garantiu que, com base em informações técnicas emitidas por representantes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Cetesb e Segurança Pública, não existe a necessidade da retirada das famílias que moram nas proximidades do local do incêndio.

Quanto à morte de peixes, lembrou que o governo criou legislação ambiental e os responsáveis podem ser punidos por crime ambiental.

Inquéritos

O secretário de Segurança Pública do Estado, Alexandre de Moraes, anunciou a abertura de inquérito policial para identificar os autores de boatos nas redes sociais que tentavam amedrontar a população.

O inquérito para apurar a causa do incêndio dependerá da perícia que será iniciada após o fim das chamas. 

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