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“Acho que ele não suportou o que fez”, afirma viúva de empresário que assassinou vizinhos em Alphaville

Esposa de Vicente D'Aléssio revela detalhes da briga que terminou em tragédia 

São Paulo|Do R7, com Domingo Espetacular

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Empresário matou vizinhos após briga por barulho e depois se matou
Empresário matou vizinhos após briga por barulho e depois se matou

A viúva do empresário que assassinou o casal Fábio de Rezende Rubim, de 40 anos, e Miriam Cecilia Amstalden Baida, de 37 anos, em um condomínio de luxo na região de Alphaville, na Grande São Paulo, contou os detalhes da noite trágica. Segundo Hevani Ferreira da Silva, o marido teve um ato de fúria momentânea. O homem se matou após o crime.

— Acho que ele não suportou o que fez. Na verdade, foi um ato de fúria momentânea que ele teve.


Hevani também contou que não entrou no apartamento dos vizinhos pois tinha medo do que o marido pudesse fazer.

— Quando eu vi que ele pegou a arma, comecei a gritar que nem louca, chamei a portaria, fui ao hall, gritava, gritava, gritava... Tive medo de ir lá [apartamento das vítimas] e ele me fazer alguma coisa, porque ele estava fora de si.


A viúva ainda revelou que Vicente voltou para casa, recarregou o revólver e foi até o elevador. Ela esperava que o marido fosse esfriar a cabeça e depois se apresentasse à polícia.

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A briga entre os vizinhos terminou em tragédia. O crime chocou o País por sua motivação: irritado com o barulho do apartamento de cima, o empresário Vicente D'Aléssio Neto, de 62 anos, assassinou o casal Fábio de Rezende Rubim, de 40 anos, e Miriam Cecilia Amstalden Baida, de 37 anos.

O empresário não tinha passagem pela polícia. Recentemente, ele esteve internado por quatro meses em um hospital. Vicente tinha a síndrome de Guillain-Barré, uma doença rara na qual os nervos periféricos se deterioram.


O crime

O empresário que matou o casal foi encontrado morto dentro do elevador. Ele estava com a arma do crime, como contou o delegado Andreas Schiffmann, do Departamento de Homicídios de Carapicuíba.

— É um revólver 38, de seis tiros. Ele teria efetuado seis disparos no apartamento da vítima, depois teria ido pro apartamento dele, recarregado a arma, e quando estava no elevador, descendo, teria dado mais um disparo nele.

O empresário e a mulher são donos de uma empresa metalúrgica de São Paulo. A arma usada por ele era registrada.

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O filho do casal, de um ano e meio, que estava presente na hora do crime não se feriu e foi entregue para a avó materna pelo Conselho Tutelar e deve passar por acompanhamento psicológico.

Outra versão

O jornalista Celso Ming, tio de Fábio Rubim, disse que foi o casal que reclamou ao síndico do prédio sobre o barulho constante no apartamento de baixo, onde morava D'Aléssio. A versão é diferente da inicial, de que D'Aléssio havia se irritado com o som que vinha do imóvel de cima.

— Não houve uma briga e nem a reclamação foi do empresário assassino. A reclamação foi do Fábio e da Miriam, que foram ao síndico do prédio reclamar do barulho que estava acontecendo no apartamento do vizinho.

Ele também disse que “a família está chocada”.

— Conheço o Fábio desde pequenininho. Jamais ouvi ele dizer "temos problemas lá no condomínio". Uma vez ele falou, "tem um cara chato lá", mas parou. Para a gente foi um choque esse desfecho.

Veja o vídeo do Domingo Espetacular:

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