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Acusação diz acreditar que manobra da defesa adiou julgamento de pagodeiro acusado de matar ex-mulher

Defesa rebateu as acusações da promotoria e afirmou que novas provas apareceram 

São Paulo|Vanessa Beltrão, do R7

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Julgamento de Evandro foi adiado; ele continua foragido
Julgamento de Evandro foi adiado; ele continua foragido

Na visão da acusação, o adiamento do julgamento do pagodeiro Evandro Gomes Correia Filho, acusado de matar a ex-mulher e tentar assassinar o filho em novembro de 2008, foi uma manobra da defesa. Segundo o promotor de Justiça Rodrigo Merli, as novas provas anexadas pelos defensores deixaram isso evidente.

— Frustrante [o adiamento do júri]. Era o que a defesa queria, isso ficou bem evidente diante da manobra. Juntaram uma vasta documentação às vésperas do plenário e eles sabiam que nós não aceitaríamos.


No último dia 2, a defesa incluiu no processo pareceres psiquiátricos que atestariam que a vítima tinha perfil suicida, dois telefones celulares que pertenceriam a Evandro na época do crime, 15 DVDs com imagens de Andréa, além de uma mangueira de gás. Todas estas peças foram incluídas dentro do prazo legal. A Justiça permite que as provas sejam entregues até três dias úteis antes do inicio do júri. 

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Apesar da alegação da defesa de que as peças foram incluídas no período permitido, Merli insinuou que esses documentos podem ser até forjados. O promotor também comentou que só teve acesso a aos documentos na última segunda-feira (6).

— Isso me leva a crer que essa prova deve ser algo forjado. Ninguém que se diz inocente fica esperando o momento do júri para apresentar a prova da inocência.


O representante do Ministério Público prometeu ainda que irá descaracterizar essas provas.

— Vamos conhece-las e destruí-las, porque não existe explicação para o que Evandro fez.


Defesa

A defesa rebateu as acusações da promotoria e afirmou que essas provas apareceram recentemente. O advogado do réu, Ademar Gomes, negou que o adiamento do julgamento foi uma tática.

— Nós não queríamos adiar. Só exigimos que fosse cumprido a lei (...) Nós não vamos admitir cerceamento de defesa e um julgamento injusto.

Para Ademar essas novas evidencias são “essenciais”.

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