Logo R7.com
RecordPlus

Acusação ouve perito em julgamento do caso do Carandiru

Perito manteve versão de que PM dificultou a entrada da perícia na data dos assassinatos 

São Paulo|Do R7

  • Google News
Detentos mostram cartuchos das balas disparadas pelos policiais durante o massacre
Detentos mostram cartuchos das balas disparadas pelos policiais durante o massacre

A acusação dos dez PMs julgados nesta segunda-feira (17), no caso do Carandiru dispensou uma testemunha e terminou de tomar o depoimento do perito Osvaldo Negrini Neto. Por volta das 16h30, encerravam-se também as oitivas das testemunhas de defesa. Negrini permaneceu no fórum a pedido de advogados dos réus, para eventuais questionamentos. O perito aposentado manteve a versão dada nos outros dois julgamentos na qual a PM dificultou a entrada da perícia na data dos assassinatos, em outubro de 1992.

A testemunha afirmou que havia sinais de que os detentos foram alvejados por rajadas de metralhadora, que foram posicionadas para dentro das celas.


— Isso se deve à grande quantidade de disparos e à distância constante entre um tiro e outro.

Além disso, de acordo com o perito, as marcas na parede estavam aglutinadas e tinham resquícios de cobre, compatíveis com projéteis de metralhadoras. Segundo a testemunha, as marcas de tiros dentro das celas mostram que houve disparos contra os presos.


— Podemos supor com uma segurança muito grande que esses buracos que aparecem dentro das celas eram dos tiros que acertaram as vítimas.

Veja em fotos a história do Carandiru


Carandiru: defesa de policiais vai negar autoria por inexistência de provas

A acusação tentou desqualificar a perícia questionando se Negrini havia documentado todo o encaminhamento do material recolhido para análise. Negrini respondeu que, como perito, tinha fé pública e podia fazer o transporte das provas pessoalmente.


Defesa

Como testemunhas de defesa, foram ouvidos o juiz corregedor dos presídios da capital na época do crime, Fernando Torres, e o agente penitenciário Maldinei de Jesus. Torres afirmou que uma sindicância constatou que a entrada da PM era necessária, mas "houve excessos". A outra testemunha disse que os presos mais perigosos ficavam em outras áreas do Carandiru — não no local onde ocorreram as mortes.

Julgamento

A quarta etapa do julgamento do massacre do Carandiru começou na manhã desta segunda-feira (17). A etapa anterior havia sido interrompida quando o advogado dos policiais envolvidos no caso, Celso Vendramini, se ausentou do júri.

Leia mais notícias de São Paulo

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.