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Acusado de participação na morte de Mércia Nakashima começa a ser interrogado 

Vigia Evandro Bezerra é julgado no Fórum Criminal de Guarulhos

São Paulo|Do R7, com Rede Record

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A advogada foi assassinada em maio de 2010; em março deste ano, o ex-namorado dela foi julgado e condenado
A advogada foi assassinada em maio de 2010; em março deste ano, o ex-namorado dela foi julgado e condenado

O interrogatório do vigia Evandro Bezerra da Silva, 41 anos, acusado de participação na morte da advogada Mércia Nakashima, começou pouco antes das 18h30 desta terça-feira (30). Ele é julgado por homicídio duplamente qualificado (meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima), no Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo. O crime aconteceu em maio de 2010.

Neste segundo dia de júri, que começou por volta das 9h30, sete testemunhas foram ouvidas: uma de acusação, quatro de defesa e duas do juízo.

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De acordo com o Ministério Público, Evandro Bezerra nega envolvimento na morte de Mércia e sustenta que apenas buscou o policial reformado Mizael Bispo na represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, no dia do assassinado. Foi neste local que bombeiros encontraram o carro e, um dia depois, o corpo de Mércia. A promotoria vai tentar mostrar aos jurados que o vigia “tinha ciência prévia do que iria acontecer”.

Em março deste ano, Mizael, ex-namorado da vítima, foi condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato.

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Primeiro dia

Durante quase dez horas, o primeiro dia do júri teve depoimentos, perguntas e discussões. A defesa, que prometia uma bomba capaz de mudar o rumo do julgamento, colocou em dúvida a data da morte de Mércia Nakashima, detalhe que poderia até livrar Evandro Bezerra da Silva das acusações.

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Um homem diz ter visto Mizael Bispo e Mércia juntos em 26 de maio de 2010, três dias depois da data em que as investigações apontam que ela foi morta. Mas essa testemunha crucial não apareceu e a defesa tentou adiar os trabalhos. O impasse resultou em quase duas horas de atraso para o início do júri.

Família de Mércia Nakashima está ansiosa, mas confiante na condenação de vigia

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Um dos depoimentos foi de um engenheiro de telecomunicações. Eduardo Amato Tolezani explicou como funcionam as antenas de telefonia celular que captaram as ligações entre Evandro e Mizael no dia do assassinato. O técnico falou que esses registros podem ter erros. A informação foi usada pela defesa para tentar enfraquecer a acusação.

Um advogado da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que acompanhou o interrogatório de Evandro, também depôs e falou que não houve violência contra o réu. O vigia alega que confessou ter participado do assassinato após sofrer tortura.

A sessão terminou com desentendimentos entre advogados e o delegado que investigou o assassinato. A defesa questionou Antônio de Olim sobre informações e testemunhas que não foram apuradas e que poderiam ter dado outro rumo para o inquérito.

A juíza Maria Gabriela Riscali Tojeira chegou a chamar a atenção do delegado, que foi irônico em alguns comentários. Enquanto isso, Evandro não esboçou reação. Apenas escutou os depoimentos. Ele nega ter participado do crime. 

Os parentes de Mércia acompanharam o julgamento. A mãe dela, Janete Nakashima, diz temer que Evandro receba uma pena ainda menor que a de Mizael.

— Vinte anos é ridículo pra quem vai daqui quatro, cinco, seis anos, não sei, ele pode estar na rua e fazendo tudo novamente.

Prisão do vigia

Evandro Bezerra da Silva ficou foragido e foi detido em junho de 2012 na cidade de Olho D'Água das Flores, em Alagoas. Segundo a polícia, ele ficou escondido em várias cidades do interior de Alagoas até ser localizado.

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