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Advogada revela que foi mãe durante interrogatório de Carla Cepollina

Liliana Prinzivalli diz que julgamento foi único em sua carreira

São Paulo|Vanessa Beltrão, do R7

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Liliana Prinzivalli revelou, ainda no julgamento, que foi contra o relacionamento da filha, Carla Cepollina, com o coronel Ubiratan
Liliana Prinzivalli revelou, ainda no julgamento, que foi contra o relacionamento da filha, Carla Cepollina, com o coronel Ubiratan

Com 30 anos de profissão, a advogada Liliana Prinzivalli vivenciou um dos episódios mais marcantes da sua vida: o julgamento do caso do coronel Ubiratan realizado durante três dias no Fórum da Barra Funda, em São Paulo. Pela primeira vez na carreira, defenderia um réu que era também a própria filha, Carla Cepollina. 

Ainda no plenário do fórum, durante a fase de debates, deixou no ar que o julgamento seria algo diferente em sua carreira.

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— Eu sempre atuei pelas vítimas. Essa é a primeira vez que atuo na defesa.

O processo se arrastou por seis anos e a filha foi levada a júri popular, acusada pelo crime. Questionada sobre se sua posição de mãe defensora influenciou na decisão dos jurados que absolveram Cepollina, Liliana foi categórica ao afirmar que apresentou provas e não se prendeu a aspectos da vida da filha. Porém, segundo ela, durante todo o julgamento, em apenas um momento, deixou de lado a advocacia. 

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— Quando eu fiquei quieta no interrogatório dela. Naquele momento, eu fui mãe porque não conseguia fazer nenhuma pergunta.

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Ainda no julgamento, Liliana revelou que “não queria a filha namorando com uma pessoa jurada de morte”, referindo-se ao relacionamento que Cepollina tinha com Ubiratan. Confessou que na época, em 2006, chegou a acreditar que a questão do assassinato seria resolvida em dias.

De temperamento forte, exaltou-se em vários momentos do julgamento. No dia da sentença, trocou farpas com a acusação, chegando a chamar o promotor de justiça João Carlos Calsavara de mentiroso. O comportamento intempestivo, aliado à defesa feita pelo criminalista Eugênio Malavasi, parecem ter convencido mais da metade dos sete jurados.

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A sentença trouxe mais tranquilidade à advogada. 

— Quando você passa seis anos vendo o estrago que causou essa acusação na saúde da Carla, na ascensão profissional dela, na parte psicológica dela, na família... agradeço a Deus porque, para mim, tudo o que acontece é por ordem Dele.

Uma das reclamações de Liliana é a de que a sua família foi “pintada como milionária” durante o processo, característica que ela nega veementemente. A advogada afirma que começou a trabalhar com 14 anos e que os três filhos tiveram uma educação muito rígida. Prinzivalli também já atuou como psicóloga e chegou a ter uma clínica.

A advogada conta que a filha agora deve se tornar administradora de empresas.

— Tudo que falaram sobre a Carla foi imaginação. Um delírio.

Ela não arrisca, porém, palpites sobre quem seria responsável pelo crime.

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