Advogado de Mizael Bispo critica investigação do crime e chama delegado de “fanfarrão”
Ivon Ribeiro expôs argumentos da defesa de ex-policial militar aos jurados
São Paulo|Ana Cláudia Barros, do R7

Terceiro advogado da defesa de Mizael Bispo a falar durante a etapa dos debates, Ivon Ribeiro destacou que a acusação não foi capaz de mostrar no processo prova que incriminasse o réu. Na avaliação dele, foram “três anos de falácia”, pois “não há nada de concreto”.
Ribeiro chamou o delegado Antônio de Olim, responsável pela investigação do crime, de "fanfarrão" e disse que ele nunca havia investigado um homicídio antes da morte de Mércia Nakashima, ex-namorada do réu.
Ele explorou as supostas fragilidades das provas contra o réu e mencionou o laudo assinado pelo perito criminal Hélio Ramaccioti, que calculou o tempo e a distância de dois possíveis trechos percorridos pelo acusado no dia 23 de maio de 2010, data em que a advogada desapareceu.
Ele disse que o laudo foi “claramente fabricado” e chamou o documento de “obra mirabolante, verdadeira alquimia”.
Aos jurados, Ribeiro pediu que não entrassem no “sentimentalismo barato”, fazendo alusão ao depoimento emocionado do irmão da vítima, Márcio Nakashima, que falou em plenário no primeiro dia de julgamento.
Os advogados de Mizael terão duas horas para provar a inocência do réu aos jurados. O Conselho de Sentença é formado por cinco mulheres e dois homens.
Longa introdução
A defesa de Mizael Bispo começou a apresentar seus argumentos no plenário por volta das 13h30. Durante a primeira meia hora, o advogado Wagner Garcia fez agradecimentos, incluindo à família do réu, que está presente no Fórum Criminal da Barra Funda. O defensor chegou a se dirigir aos sete jurados, pedindo que eles se fixassem no que foi falado durante o julgamento, esquecendo o que ouviram na rua.













