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Agressão em balada: três PMs são presos suspeitos de morte de jovem

Policiais foram indiciados por omissão de socorro e prevaricação; caso aconteceu em Mauá

São Paulo|Do R7, com Balanço Geral

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Três soldados da PM (Polícia Militar) foram presos suspeitos de participar da agressão que terminou na morte de Rafael Mendes Caetano, de 23 anos, em Mauá, na região metropolitana de São Paulo. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), eles vão responder por homicídio qualificado, omissão de socorro e prevaricação. Um quarto suspeito também foi detido. A vítima comemorava o novo emprego em uma casa noturna da cidade quando se desentendeu com outros homens, foi agredido e jogado do camarote. A agressão aconteceu na madrugada da última sexta-feira (10).

Assista ao vídeo:


Ao todo, oito policiais militares prestaram depoimento na sede da Corregedoria — são sete soldados e um sargento. Três desses homens tiveram a prisão temporária decretada e foram encaminhados ao Presídio Militar Romão Gomes. Os outros cinco, que também estavam no local do crime, estão recolhidos administrativamente na Corregedoria da PM. O comandante que auxilia nas investigações disse que, se for confirmada a participação de policiais na morte do jovem mesmo fora do horário de trabalho, eles podem ser exonerados. 

Além dos três soldados, a Justiça decretou a prisão temporária de um suspeito que não é policial. O suspeito, um ajudante de 28 anos, foi levado à Cadeia Pública de Santo André, no ABC paulista. Segundo informações da Corregedoria da PM, um vídeo feito pelo circuito interno de segurança da casa noturna foi essencial para identificar os envolvidos. 


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O vídeo, que ainda não foi divulgado, mostra a vítima sendo agredida e jogada do camarote da boate, de uma altura de cerca de 5 metros. Imagens da câmera de rua mostram o momento em que ele foi levado ao hospital. O jovem teria sido agredido depois de oferecer cerveja a um grupo de homens que estava próximo. Ele ficou internado por três dias e não resistiu aos ferimentos.

O delegado Alberto José Mesquita Alves, titular da Delegacia de Mauá, informou que os policiais estavam de folga na boate no dia do crime. Os detidos assumiram participação na confusão, mas negam terem jogado o rapaz do mezanino. Alves disse que ainda não concluiu o motivo da agressão.

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