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Alckmin defende ação da polícia no protesto contra aumento de passagem em SP

Manifestação desta quinta-feira foi a quarta este mês e deixou mais cem feridos

São Paulo|Da Agência Brasil

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Governador diz que PM trabalha para proteger manifestantes
Governador diz que PM trabalha para proteger manifestantes DIOGO MOREIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

O governador Geraldo Alckmin defendeu nesta sexta-feira (17), durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, a ação da Polícia Militar ontem, para conter um protesto contra o aumento das passagem do transporte público na capital paulista. Alckmin disse que a polícia sempre trabalha para proteger os manifestantes.

O governador declarou que o que foi visto ontem foram “atos de vandalismo e violência, deixando rastros de destruição”. Ele disse ainda que o que está ocorrendo é um movimento político. O governador citou como exemplo Santos, cidade onde não houve reajuste no valor das passagens, mas que também teve manifestação.

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— O que caracteriza um movimento político.

Dos 242 detidos em protesto, apenas quatro estão presos e vão responder por formação de quadrilha

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Quarta manifestação contra aumento da tarifa de ônibus em SP é marcada por tumulto e detenções

O protesto, que reuniu 5.000 pessoas segundo a PM (Polícia Militar), foi o quarto desde o dia 6. Em todas as manifestações houve confronto com a polícia e depredações por parte dos manifestantes. A força tática usou bombas de gás e balas de borracha. De acordo com a Polícia Civil, 232 pessoas foram detidas e desse total quatro permanecem presas e foram transferidas para um Centro de Detenção Provisória.

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Alckmin informou também que as corregedorias vão apurar qualquer abuso que tenha sido cometido pela polícia no protesto de ontem na capital.

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Profissionais feridos

Ao menos 16 profissionais da imprensa ficaram feridos. A reportagem do Estado, que se identificou antes da ação, também foi alvo dos PMs. Os repórteres Bruno Ribeiro e Renato Vieira foram atingidos por bombas de gás. O fotógrafo da Folha de S. Paulo Fábio Braga foi alvo de três disparos.

— A polícia mirou em cima de mim.

O fotógrafo Sérgio Silva, da Futura Press, também foi atingido com um tiro de borracha em um dos olhos. Ele passou por cirurgia no Hospital Nove de Julho e tem 90% de risco de perder a visão. Sete jornalistas da Folha de S. Paulo ficaram feridos.

Movimento Passe Livre

Os quatro protestos que pararam São Paulo, nos últimos dias, são organizados pelo Movimento Passe Livre. O MPL tem como principal bandeira a mudança do sistema de transporte das cidades da iniciativa privada para um modelo público, "garantindo o acesso universal através do passe livre para todas as camadas da população". O movimento calcula que 37 milhões de brasileiros deixam de utilizar o transporte público por não poder arcar com o custo das passagens.

Na prática, o MPL quer que o transporte público seja gratuito. Portanto, a briga não é somente contra o aumento de R$ 0,20 na tarifa do transporte coletivo em São Paulo — de R$ 3,00 para R$ 3,20. Sua carta de princípios diz que “o MPL deve ter como perspectiva a mobilização dos jovens e trabalhadores pela expropriação do transporte coletivo, retirando-o da iniciativa privada, sem indenização, colocando-o sob o controle dos trabalhadores e da população”.

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