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Ameaçaram meu filho de morte, afirma tio de menina morta na ZL

Solto pela Justiça no dia 24, Thiago dos Santos se esconde de vizinhos

São Paulo|Gustavo Basso, do R7

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Thiago Henrique dos Santos passou 25 dias detido
Thiago Henrique dos Santos passou 25 dias detido

Thiago Henrique dos Santos, de 27 anos, tio de Beatriz Moreira dos Santos, a Bia, encontrada morta no dia 12 de outubro, disse que seu filho foi ameaçado de morte.

"As pessoas do bairro falaram que vão fazer com meu filho de 1 ano e 6 meses e com a minha mulher o que acham que fiz com a minha sobrinha", afirmou.


Santos disse que as ameaças chegam através dos pais dele, que vivem no bairro onde o tio da menor morava. Hoje ele e a mulher, que tem 17 anos, estão escondidos.

Santos afirma que passou os 25 dias na carceragem do 77º DP (Santa Cecília) detido na mesma cela junto com dois outros acusados pelo crime e que Marcelo Pereira de Souza e Everaldo de Jesus Santos foram jurado de morte pelos demais presos.


O tio diz que, na cela, Marcelo fugia dele, enquanto Everaldo e ele discutiram algumas vezes. "Tinha vontade de matá-lo, mas deixei para Deus cuidar disso".

As afirmações foram feitas em entrevista coletiva no escritório do advogado criminalista Ademar Gomes. De acordo com a defesa, a polícia teria ido até a casa de Thiago e levado outras roupas de familiares dele para análise. Material genético dele teria sido encontrado nessas peças de roupa.


Em entrevista exclusiva ao R7, Santos já havia afirmado na segunda-feira (27) que se esconde do bairro onde cresceu e morava temendo ser linchado e morto por vizinhos. Ele foi solto pela Justiça no último dia 24 de novembro.

A polícia tinha como evidência uma blusa com material genético de Santos e que era usada pela menina de três anos quando foi violentada e morta junto da amiga Adrielly Mel Severo Porto, a Mel, em 24 de setembro. Santos e sua família afirmam que o material genético encontrado na blusa veio de relações que teve com a mulher. Ele diz que costumava se limpar nas roupas das crianças.


O caso

Meninas foram achadas mortas em furgão na ZL
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Beatriz Moreira dos Santos e Adrielly Mel Severo Porto, ambas de 3 anos, desapareceram na região da Vila Jacuí, zona leste de São Paulo, em 24 de setembro. Duas semanas depois, no dia das crianças, elas foram encontradas mortas em um veiculo Fiat Fiorinio estacionado dentro de um terreno na região.

Durante as investigações, a polícia concluiu que as crianças foram violentadas e assassinadas no mesmo dia em que desapareceram. Marcelo Pereira de Souza, que confessou o crime após o depoimento da mulher, e Everaldo de Jesus Santos, conhecido como Val, foram presos no dia 20 de outubro.

Antes, a dupla havia sido sequestrada e torturada por suspeitos de integrar a facção criminosa PCC, que desconfiavam da autoria dos dois. A polícia deteve um acusado de participar da tortura.

No dia 16 de novembro foi realizada a reconstituição do caso, com a presença de Marcelo Pereira, único acusado a confessar o caso. Um esquema de segurança foi montado para garantir a integridade do suspeito. Após duas horas, a delegada responsável, Ana Paula Rodrigues, afirmou que a reconstituição serviu para reforçar as convicções que o DHPP tinha a partir da investigação.

Souza confessou o crime à polícia. Val nega o crime. A reportagem não conseguiu localizar a defesa dos dois acusados.

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