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Amigo diz que morto por PM estava descarregando caminhão por R$ 50

Segundo a SSP, veículo era roubado e a vítima, de 31 anos, teria atirado contra os PMs, que o atingiram no revide. Caso aconteceu em Osasco (Grande SP)

São Paulo|Kaique Dalapola, do R7

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Segundo PM, caminhão roubado estava sendo descarregado em Osasco
Segundo PM, caminhão roubado estava sendo descarregado em Osasco

Um homem identificado como Francisco Rafael Silva Frasio, 31 anos, foi morto na tarde da última quarta-feira (4), após ser baleado em ação da Polícia Militar no bairro Jardim São Pedro, em Osasco (Grande São Paulo).

Segundo um amigo da vítima, que não quis se identificar, o homem sofria com o alcoolismo e, quando foi morto, estava ajudando moradores do bairro a descarregar um caminhão Agrale de cor vermelha quando a Polícia Militar chegou no local.


A versão oficial aponta que a PM recebeu informações de que o caminhão era roubado e estava sendo descarregado na rua Imigrantes Italianos, no bairro onde o homem foi morto. Com a chegada dos policiais, Frasio teria atirado contra os PMs, que revidaram e o atingiram.

De acordo com um morador do local, que também ficou com medo de se identificar, depois de descarregar o caminhão, Torneirinha — como a vítima era conhecida na região — ganharia R$ 50 pelo serviço. O amigo da vítima conta que, por causa do problema com a bebida, "se fosse 50 centavos ele já pegava o trabalho".


Outros três homens que estavam descarregando o caminhão teriam corrido para as ruas dentro da favela, enquanto a vítima teria tentado seguir por um terreno aberto, mas foi baleado pelos policiais. O amigo de Frasio afirma que tem "certeza que ele não estava armado, a pistola foi implantada".

Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo), as armas de todos os envolvidos na ocorrência (suspeito e policiais) foram apreendidas e encaminhadas à perícia. A pasta ainda disse que a Corregedoria da PM "está à disposição dos moradores".


A secretaria ainda destacou que "não compactua com desvios de conduta de suas polícias e que todas as denúncias são rigorosamente apuradas por suas corregedorias".

Resistência seguida de morte

O caso foi registrado como "morte decorrente de oposição à intervenção policial", e deve entrar para as estatísticas da pasta. A última atualização da secretaria sobre essas informações, referente ao mês de fevereiro deste ano, mostrou crescimento no número de mortos em supostos confrontos pelo quarto mês seguido e é a maior quantidade de vítimas para o mês desde 2003.

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