Após anos dispersa, 'nova Cracolândia' ressurge em Santa Ifigênia, em SP
Região conhecida pela venda de produtos eletrônicos concentra o maior número de usuários de drogas em cenas abertas do centro
São Paulo|Do R7

A Prefeitura de São Paulo identificou uma maior concentração de usuários de drogas na região de Santa Ifigênia no segundo semestre de 2023, acendendo o alerta para a formação de uma “nova Cracolândia” no polo de vendas de eletrônicos no centro.
Segundo dados retirados do painel de monitoramento da região da Luz, da própria prefeitura, entre janeiro e o início de dezembro, em média 419 pessoas se reuniram no período da manhã para usar drogas na área, e 497, no período da tarde.
Os números foram compilados após o acompanhamento ao longo do ano nas ruas dos Gusmões, dos Andradas, dos Protestantes e na General Couto de Magalhães.
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Dados da Prefeitura de São Paulo mostram picos no número de usuários na região nos meses de janeiro e maio, mas é a partir de julho que a quantidade de dependentes químicos se torna ainda mais frequente na área de Santa Ifigênia.
A prefeitura aponta múltiplas causas para essa concentração.
“Diversos aspectos podem influenciar na flutuação desses números, dentre os quais é possível citar a época do ano, o calendário de recebimento de benefícios sociais, as condições climáticas e as dinâmicas territoriais”, informa, em nota.
Como é feita a contagem
O levantamento do número de usuários de drogas pela Prefeitura de São Paulo é feito a partir de fotografias registradas entre as 10h e as 11h e entre as 15h e as 16h.
Com as imagens coletadas, é implementado o método Jacobs, que usa a densidade da aglomeração para determinar quantas pessoas há em média no local.
A técnica foi desenvolvida por um professor universitário nos anos 1960 e multiplica a área da região analisada pelo número de indivíduos por metro quadrado.
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Os comerciantes do centro de São Paulo batalham diariamente para manter as portas das lojas abertas. Alguns deles, como Cintia Martins, de 29 anos, assumiram os negócios da família. Questionada pelo R7 sobre o motivo de manter a mercearia em funcionamento, ela pensa por alguns segundos e responde: "Boa pergunta"




















