Logo R7.com
RecordPlus
‌

Após contradição, dois suspeitos de matar bolivianos são presos em SP

Suspeitos foram encaminhados ao CDP de Mogi das Cruzes e o terceiro está foragido. Delegado investigará interesse financeiro nos negócios do casal

São Paulo|Fabíola Perez, do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Família de bolivianos encontrados mortos em Itaquaquecetuba
Família de bolivianos encontrados mortos em Itaquaquecetuba

A Justiça de São Paulo decretou na quarta-feira (9) a prisão temporária de três homens suspeitos de envolvimento na execução de uma família de bolivianos no período do Natal, cujos corpos foram encontrados na terça-feira (8). Dois dos detidos foram encaminhados ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.

O terceiro suspeito é cunhado da mulher executada, Irma Morante Sanizo, e, segundo a polícia, está foragido. "O cônsul da Bolívia esteve aqui, e toda a polícia do país está empenhada em encontrá-lo", afirmou Eliardo Amoroso Jordão, delegado do 1º DP de Itaquaquecetuba, responsável pelas investigações.

‌

Leia mais: Família de bolivianos foi morta no período do Natal, diz delegado

O delegado afirmou que pediu as prisões temporárias baseado em divergências nos depoimentos dos suspeitos. Um deles, que teria ajudado a descarregar o caminhão que realizou a mudança de móveis para Itaquaquecetuba, afirmou que não havia sacos de lixo no veículo. "Mas colhemos depoimentos do dono da casa e da pessoa contratada para fazer o frete. Eles disseram que existiam sacos de lixo." Ele também seria amigo próximo do cunhado do casal.

‌

Outra divergência se refere ao filho do casal. Esse mesmo suspeito preso, morador da mesma casa em que o casal vivia, afirmou que nunca teria ficado com a criança. No entanto, em um segundo momento, disse que tomou um líquido, colocado pelo cunhado em sua bebida, e não se lembrava se, de fato, teria ficado ou não com o filho do casal.

Leia também

Segundo Jordão, ele trabalhava e morava com o casal na confecção. Em depoimento, ele teria dito que as vítimas deviam a quantia de R$ 1.800 para ele. "Não descartamos uma motivação financeira", disse o delegado.

‌

A terceira principal divergência é em relação ao depoimento do amigo do cunhado, e aparentemente sem relações diretas com o casal. Ele afirmou em depoimento, segundo o delegado, que ambos se encontraram no dia 7 de janeiro. Em uma primeira versão, o amigo teria dito que o cunhado do casal lhe entregou o celular e afirmou que viajaria para a Bolívia para visitar um familiar adoecido.

Já na segunda versão do depoimento, ele afirmou que o cunhado do casal teria apenas esquecido o aparelho telefônico em sua casa. A mulher do suspeito, segundo a polícia, também desmentiu a suposta viagem do cunhado do casal para a Bolívia.

‌

Para a polícia, o cunhado do casal é o principal suspeito. "Mas é improvável que ele tenha agido sozinho." Jordão disse ainda que investiga supostos interesses financeiros do homem nos negócios da confecção do casal.

A polícia vai, agora, solicitar as imagens de câmeras de rua dos locais e continuará colhendo depoimentos de pessoas. "Podemos pedir a prorrogação da prisão temporária." Os próximos passos serão investigar onde ocorreram as execuções e qual a motivação para o crime.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.