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Após missa de sétimo dia da morte de menino boliviano, manifestantes fazem ato no centro de SP

Eles cobram justiça e mais segurança; protesto pacífico está concentrado na praça da Sé

São Paulo|Do R7

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Com faixas e cartazes, comunidade boliviana lembrou a morte de Brayan
Com faixas e cartazes, comunidade boliviana lembrou a morte de Brayan CRIS FAGA/ESTADÃO CONTEÚDO

Após a missa de sétimo dia da morte do menino Brayan Yanarico Capcha, assassinado com um tiro na cabeça durante assalto na madrugada de sexta-feira (28), na zona leste de São Paulo, integrantes da comunidade boliviana realizam passeata para pedir justiça e cobrar mais segurança. Carregando faixas e cartazes com nome e foto da vítima, os manifestantes, alguns vestidos de branco, caminharam da Igreja Nossa Senhora da Paz, no Glicério, até a praça da Sé, no centro, onde se concentram.

De acordo com participantes do ato, iniciado por volta das 13h30 deste sábado (6), mais de 1.000 pessoas acompanham o protesto pacífico. Entretanto, estimativas da Polícia Militar dão conta de que o público é de cerca de 200 manifestantes.


No último domingo, a polícia prendeu o terceiro suspeito de participar do bando que matou Brayan. Trata-se de um adolescente de 17 anos, que chegou a ser apontado como o autor do tiro. Mas ele e os outros dois presos afirmaram à polícia que o autor do disparo foi Diego Freitas Campos, de 20 anos. À polícia, disseram que "não entenderam" a atitude do comparsa, que está foragido. Também confessaram ter tentado matar o comparsa. Ao ser detido, o menor carregava R$ 990.

O outro foragido, além de Campos, é Wesley Pedroso, também de 19 anos. Neste domingo, a polícia chegou a entrar na casa onde os dois estavam escondidos, perto do Parque do Carmo, na zona leste de São Paulo, mas eles fugiram pulando o muro. A casa tinha três pit bulls, o que dificultou o trabalho da polícia.


Brayan foi morto na madrugada de sexta-feira (28), quando o bando invadiu a casa de seus pais, em São Mateus, na zona leste, para fazer um assalto. Os bandidos já haviam pegado R$ 4.500, quando o menino começou a chorar. Irritado com a reação da criança e com o fato de os pais não terem mais dinheiro, Diego Freitas Campos, de 19 anos, teria atirado na cabeça da criança.

Antes, o menino implorou: "Não quero morrer, não matem minha mãe". Mas o ladrão, que havia mandado a mãe calar a criança, apertou o gatilho.

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