Após rebeliões, pelo menos 425 presos são recapturados em SP

Motins ocorreram após SAP ter cancelado saída temporária que ocorreria nesta terça-feira (17) para evitar propagação de coronavírus

Presos de quatro presídios de SP fazem rebelião após suspensão de saidinha

Presos de quatro presídios de SP fazem rebelião após suspensão de saidinha

Reprodução Record TV

A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) afirmou que, até a manhã desta terça-feira (17), 425 presos que haviam fugido durante os motins registrados em pelo menos quatro presídios foram recapturados pela Polícia Militar com apoio de agentes de segurança penitenciária. Segundo o órgão, as rebeliões e fuga em presídios paulistas ocorreram na segunda-feira (16), após a suspensão da saída temporária prevista para acontecer nesta terça-feira (17). A saída permanece suspensa até o momento, segundo a pasta.

Após a fuga de dezenas de detentos em diversas unidades, a pasta informou que a situação está controlada nos Centros de Progressão Penitenciária de Mongaguá, Tremembé e Porto Feliz, além da ala de semiaberto da Penitenciária II de Mirandópolis. O GIR (Grupo de Intervenção Rápida) controlou a situação nos presídios de forma imediata.

Leia mais: Exclusivo: há um mês, presos relataram problemas em Mongaguá

A secretaria afirmou que realiza a contagem para determinar o número exato de presos que fugiram. A pasta declarou ainda que a suspensão da saidinha foi uma medida adotada para evitar a propagação do coronavírus. 

"A medida foi necessária, pois o benefício contemplaria mais de 34 mil sentenciados do regime semiaberto que, retornando ao cárcere, teriam elevado potencial para instalar e propagar o coronavírus em uma população vulnerável, gerando riscos à saúde de servidores e de custodiados."

Leia mais: Presos que se manifestaram a favor de Marcola sofrem punições em SP

Na última quarta-feira (11), presos haviam iniciado um movimento nos presídios de São Paulo, recusando a sair das unidades prisionais para idas em fóruns.

Na ocasião, eles haviam informado agentes penitenciários que estavam protestando por causa da má alimentação, falta de remédios e maus-tratos aos presos da Penitenciária Federal de Brasília — que concentra nomes supostamente da liderança da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), incluindo Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, suposto número um.

Recapturados

Em Mongaguá, 577 presos fugiram do Centro de Progressão Penitenciária do regime semi-aberto. Até o momento, 174 foram recapturados e faltam 403 a serem encontrados. No presídio, a movimentação é tranquila no início da manhã. Familiares buscam informaçõs sobre os presos. 

Em Mirandópolis, no semi aberto não foi registrada nenhuma fuga. De acordo com a Record TV, barulhos de bombas foram registrados. Tratam-se de medidas de contençã; Onze presos ficaram feridos após serem esfaqueados, quatro estão internados e um em estado grave.

Em Tremembé, 64 fugiram, mas já foram recapturados. A SAP afirmou que fará uma nova contagem no período da tarde. No início da manhã desta terça-feira, havia um bloqueio próximo a penitenciária para impedir a passagem de veículos. O helicóptero sobrevoou a local para obter mais informações.