Após sumiço, Verônica Bolina é presa por tentativa de homicídio
Envolvida em agressão há 2 anos, ela passou por hospital e foi detida no dia 1º
São Paulo|Peu Araújo, do R7

Envolvida há dois anos em um caso de tentativa de homicídio e em relatos de agressões mútuas com policiais que a prenderam, a transexual Verônica Bolina, 28 anos, voltou a ser detida no último domingo (1º).
Antes de ser presa, ela era tida como desaparecida - um boletim de ocorrência sobre seu sumiço chegou a ser registrado no 78º DP (Jardins) e, na internet, havia uma campanha para localizá-la.
De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública, Verônica foi presa em flagrante no domingo na região do Brás por tentativa de homicídio. A pasta não informou em que circunstâncias aconteceu o flagrante e nem quem seria a vítima do crime atribuído à transexual. O caso foi registrado no 8º DP (Brás/Belém).
A detenção ocorreu após Verônica deixar uma unidade psiquiátrica da Santa Casa - o CAISM (Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental), na Vila Mariana, zona sul de São Paulo - para onde foi levada por policiais militares após um suposto surto.
De acordo com a Santa Casa, os policiais encaminharam a paciente à unidade "para avaliação", às 11h40 do mesmo domingo em que seria detida, devido a um "episódio de agitação psicomotora na rua". No CAISM, ainda conforme a instituição, Verônica teria chegado "calma e colaborativa", "sem sinais psicóticos" e "sem nenhuma alteração que necessitasse de maiores cuidados".
Segundo a Santa Casa, Verônica não apresentava motivo para internação involuntária e foi dispensada às 13h do domingo (1º). O episódio que a levou de novo à cadeia, teria ocorrido depois disso.
Trajetória
Em 2015, Verônica foi presa sob a suspeita de tentar matar uma idosa, que, segundo ela, teria feito magia negra para prejudicá-la. Encaminhada ao 78º DP, nos Jardins, agrediu um agente. Na sequência, foi levada à carceragem do 2º DP, no Bom Retiro, onde agrediu e arrancou a orelha de um carcereiro.
Verônica afirma ter sido torturada por policiais do 2º DP (Bom Retiro) após a agressão ao carcereiro. A Corregedoria da Polícia Civil investiga o caso. Na ocasião, o Ministério Público pediu laudo de sanidade mental para a transexual. Em 3 de maio deste ano, ela recebeu alvará de soltura e deixou o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros.










