São Paulo Araçatuba: 10 dias após ataque há 6 presos e elo com PCC é investigado

Araçatuba: 10 dias após ataque há 6 presos e elo com PCC é investigado

Polícia Civil segue apuração para saber a participação da facção na ação que deixou três mortos e cinco feridos no interior de SP

Reféns em ataque de Araçatuba

Reféns em ataque de Araçatuba

Reprodução/Record TV

O ataque a agências bancárias no município e Araçatuba, no interior de São Paulo, completa 10 dias nesta quinta-feira (9), e a polícia paulista já identificou e prendeu sete pessoas supostamente envolvidas no crime. Uma delas, suspeita de financiar a ação, já foi solta. Seis permanecem detidas.

Agora, as investigações da Polícia Civil buscam saber se a ação foi orquestrada pela facção criminosa PCC (Primeira Comando da Capital). As apurações indicam que integrantes da organização fizeram parte do assalto, mas ainda não se sabe se foi orquestrada pelo comando do grupo.

Um dos elementos para essa investigação acontece por causa da última prisão relacionada a esse ataque, que aconteceu na quarta-feira (8). A polícia prendeu Paulo César Gabrir, de 33 anos, sua mulher, identificada como Michele Maria da Silva, e um ajudante, em Sorocaba, também no interior paulista.

Paulo teria financiado a ação criminosa, dando cerca de R$ 600 mil para o grupo com cerca de 20 homens fortemente armados atacarem as instituições financeiras. O suspeito levava uma vida de luxo em Sorocaba e possuía diversos veículos de alto valor.

Durante a revista na casa de Paulo, a polícia levantou uma série de documentos que apontavam para movimentações financeiras para outros Estados envolvendo o Primeiro Comando da Capital. O suspeito seria o diretor financeiro que fez o aporte para a quadrilha atacar Araçatuba.

Horas depois, no entanto, a Justiça de São Paulo determinou a soltura do suspeito. Após a audiência de custódia, o juiz Leonardo Guilherme Widmann disse que nada de ilícito foi encontrado com os detidos e não há nenhuma infração que possa justificar a prisão deles.

"Houve a apreensão de uma caderneta de anotações que pode ser relacionada ao tráfico de drogas, mas nenhuma droga foi encontrada e apreendida e nem mesmo cópia ou fotografias da caderneta foi acostada nos autos", disse o juiz na decisão.

O crime

A noite de terror em Araçatuba terminou com três mortos. Outras cinco pessoas ficaram feridas - duas já estão em casa e três seguem internadas na Santa Casa da cidade. Uma das vítimas hospitalizadas, um homem de 31 anos, foi baleado no rosto e nos braços durante a ação.

Os que não resistiram são o professor de educação física Márcio Victor Possa da Silva, de 34 anos, o empresário Renato Bortolucci, de 38, e Jorge Carlos de Melo, que supostamente integrava o grupo criminoso.

Depois da ação criminosa, policiais do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), da Polícia Militar, desarmaram quase 100 explosivos espalhados pela cidade, que é o equivalente a 200 quilos de artefatos.

Nos dias seguintes ao crime, a polícia também localizou, na região de São Pedro, no interior paulista, suspeitos com coletes balísticos, munições e outros materiais bélicos. Eles foram autuados por associação para o tráfico, posse de munição e uso de documento falso.

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