Atuação da PM para conter protestos em São Paulo opõe pela 1ª vez discursos de Alckmin e Haddad
Prefeito da capital criticou truculência policial, enquanto governador defendeu operação
São Paulo|Do R7

Após o discurso afinado durante os quatro dias que passaram em Paris, na França, onde defendiam a candidatura paulistana para receber a Expo 2020, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), avaliaram de maneira completamente diferente a atuação da Polícia Militar para conter protestos contra o aumento da tarifa de ônibus, na última quinta-feira (13), em São Paulo.
Nesta sexta-feira (14), Alckmin elogiou a postura da corporação para conter os manifestantes porque está protegendo-os e porque houve “atos de vandalismo e violência, deixando rastros de destruição”.
Alckmin disse que o ato no centro de São Paulo faz parte de um ato político e citou o exemplo de Santos (SP), cidade onde não houve reajuste no valor das passagens, mas que também teve manifestação.
— O que caracteriza um movimento político. Alckmin, no entanto, garantiu que as corregedorias estaduais vão apurar qualquer abuso que tenha sido cometido pela polícia no protesto de ontem na capital.
O prefeito da capital paulista teve uma interpretação diferente de Alckmin sobre a PM. Haddad criticou a conduta dos policiais na repressão ao protesto.
— Na terça-feira [11], a imagem que ficou foi a da violência dos manifestantes. Infelizmente hoje [ontem], não resta dúvida de que a imagem que ficou foi a da violência policial.
O petista cobrou a apuração dos fatos pela SSP (Secretaria da Segurança Pública).
— Entendo que o secretário [Fernando] Grella [Vieira], ao abrir um inquérito para a apuração rigorosa dos fatos, agiu corretamente. É evidente que a imagem que ficou é esta: de um possível excesso da força policial.
Vale lembrar que, até desembarcarem no Brasil, na última quarta-feira (12), os discursos do governador e do prefeito da capital paulista sobre a tarifa do transporte público eram idênticos. Ambos descartaram a possibilidade de reduzir a tarifa de ônibus, trens e metrô (R$ 3,20) — o preço da passagem anterior era de R$ 3.













