Cabo faz vaquinha para pagar carro da PM destruído em acidente
Justiça mandou o PM pagar pelo carro que foi destruído após ser atingida por outro veículo durante uma operação em Guarulhos (SP)
São Paulo|Márcio Neves, do R7

O cabo da PM-SP (Polícia Militar de São Paulo) Luciano Pereira Evangelista está mobilizando as redes sociais com uma vaquinha on-line para ressarcir o Governo de São Paulo em mais de R$80 mil para pagar um carro da PM que ficou destruído após um acidente em Guarulhos, na Grande São Paulo, em 2011.
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Em junho de 2011, o cabo Evangelista dirigia o carro da PM de prefixo M-26475, uma Blazer da Força Tática da Polícia Militar, durante uma operação policial em Guarulhos. Ao passar por um cruzamento, um outro veículo, um Corsa, colidiu contra o veículo da PM, que capotou e ficou completamente destruído.
A campanha ganhou o apoio de outros policiais militares e agentes de forças de segurança de todo o país e arrecadou, até as 18 horas desta quarta-feira (28), pouco mais de R$ 3 mil dos R$ 50 mil definidos como objetivo final.
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Na época do acidente, o Governo de São Paulo afirmou que vendeu o que sobrou do veículo, como sucata, por cerca de R$ 37 mil. O valor de tabela de referência do carro, na época, era de R$ 31 mil. Após isto, a Fazenda Pública entrou com o processo, exigindo do soldado e do motorista do outro veículo envolvido no acidente o pagamento do valor que está em R$81.998,80, com as correções monetárias.
Na decisão do TJ-SP, foi considerado que "a causa [do acidente] teria sido negligência e imprudência dos condutores por desrespeito as regras de trânsito". O soldado, além da dívida foi surpreendido com uma ordem de bloqueio de bens. No seu caso, um veículo de uso pessoal e familiar.
"O serviço de segurança publica é um dever do Estado, e caso uma viatura policial sofra um acidente, esse risco não pode ser assumido pelo servidor que é o Policial Militar", afirma o advogado sargento Francisco Alexandre Filho, da Comissão Permanente de Estudos de Assuntos de Interesse dos Policiais Militares, que acompanha o caso.
Apesar de veículos policiais, de acordo com o Código de Trânsito brasileiro, gozarem de preferências, como livre parada e circulação quando em atendimentos de emergência, no processo o outro motorista envolvido no acidente afirmou que o carro da PM não estava com seus sinais luminosos ligados, por outro lado, ele estaria em alta velocidade no momento da colisão e também foi condenado a pagar pelos danos, junto com o cabo Evangelista.

Outro lado
O R7 tentou contato com o policial militar Luciano Evangelista, e solicitou esclarecimentos sobre o processo para a Polícia Militar e para o Governo de São Paulo, mas até a publicação desta reportagem, não recebeu respostas, que serão publicadas neste espaço quando recebidas.













