Caso Joaquim: polícia encontra ampola de insulina que estava desaparecida
Medicamento foi localizado na casa em que a família morava, em Ribeirão Preto
São Paulo|Do R7

A Polícia Civil de Ribeirão Preto encontrou uma quinta ampola de insulina que estava desaparecida. Segundo o Ministério Público, a família havia comprado cinco ampolas do medicamento e até então apenas quatro estavam apreendidas. O delegado que investiga o caso, Paulo Henrique Martins de Castro, disse ao R7 que a ampola estava na casa de Natália Ponte, mãe de Joaquim, e de Guilherme Longo, padrasto do garoto, apontado pela polícia como principal suspeito do crime.
— Estava em uma caixa em meio a uns objetos que já haviam sido apreendidos.
Ainda de acordo com Castro, isso não modifica a tese da polícia de que Joaquim teria morrido após receber uma dose excessiva de insulina aplicada pelo padrasto.
— Não altera. Reforça a tese.
Para ele, a superdosagem de insulina teria sido aplicada da ampola que estava em uso. Castro declarou, ainda, que está prestes a concluir o inquérito.
Prisão
Na última segunda-feira (16), o Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido de revogação de prisão de Longo. Com a decisão, o suspeito deve permanecer detido em Barretos, interior de São Paulo, até a conclusão do inquérito.
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De acordo com a decisão da juíza Isabel Cristina Alonso Bezerra dos Santos da 2ª Vara do Júri e das Execuções Criminais, como "há indícios de autoria e materialidade em relação ao crime", o pedido de revogação da prisão não se justifica. Ainda segundo o texto, "o fato do requerente ser primário não se mostra suficiente para garantir" a liberdade de Longo.
Há um mês, no dia 18 de novembro, a juíza já havia negado um pedido de revogação da prisão de Longo e no dia 9 de dezembro Isabel aceitou a prorrogação da prisão do padrasto e de Natália Mingoni, mãe de Joaquim. No entanto, no dia 11, Natália foi colocada em liberdade. O advogado Francisco Angelo Carbone Sobrinho entrou com o pedido de habeas corpus no TJ e o desembargador Péricles Piza, da 1ª Câmara Criminal decidiu que a suspeita deveria ser solta já que "nada de concreto aponta para a manutenção da custódia".
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