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Citado por máfia do ISS em SP, secretário de Haddad pode deixar o cargo

Antonio Donato está reunido com prefeito e lideranças petistas para definir futuro

São Paulo|Do R7

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Pressão sobre Antonio Donato aumentou nos últimos dias
Pressão sobre Antonio Donato aumentou nos últimos dias

Pressionado pela suposta ligação com integrantes da máfia do ISS (Imposto sobre Serviços), o secretário de Governo da Prefeitura de São Paulo, Antonio Donato, pode deixar o cargo ainda nesta terça-feira (12). Ele está reunido em um almoço com o prefeito Fernando Haddad, com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, e com o presidente do PT de São Paulo, Emídio de Souza.

A informação foi confirmada ao R7 pelo secretário de Comunicação do governo municipal, Nunzio Briguglio Filho. Por enquanto, a prefeitura não confirma que Donato tenha pedido para se desligar do governo Haddad, após ver o seu nome citado nos últimos dias por um suposto envolvimento com auditores que podem ter causado um prejuízo de até R$ 500 milhões aos cofres públicos.


Em matéria publicada pelo jornal Folha de S.Paulo desta quarta-feira, Donato teria empregado Eduardo Horle Barcellos, um dos quatro fiscais que estiveram presos até a semana passada por envolvimento no esquema de corrupção, em seu gabinete, de janeiro a abril deste ano. A transferência de Barcellos, da secretaria de Finanças para a de Governo, foi feita pelo próprio Donato, em 17 de janeiro.

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Durante esse período as investigações conduzidas primeiramente pela CGM (Controladoria Geral do Município) já estavam em andamento. Após abril, Barcellos pediu para voltar para a secretaria de Finanças.


O nome de Donato também está ligado à indicação de outro auditor suspeito de corrupção, Ronilson Bezerra Rodrigues, que ocupava a chefia de finanças da SPTrans, responsável pelo gerenciamento do transporte municipal. Sabendo da investigação da CGM, Ronilson teria procurado Donato.

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Já a auditora Paula Sayuri Nagamati, exonerada na semana passada, declarou em depoimento ao MPE (Ministério Público Estadual), que Donato teria recebido dinheiro durante as eleições de 2008, recursos esses provenientes do esquema de corrupção na prefeitura. Já o secretário de Governo admitiu apenas conhecer Ronilson, mas negou veementemente qualquer irregularidade.

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