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Começa nesta segunda-feira, 3º bloco do julgamento do massacre do Carandiru

Em 2013, dois júris foram realizados; desta vez, réus respondem pela morte de oito detentos

São Paulo|Ana Cláudia Barros, do R7

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Multidão de parentes e curiosos em frente a entrada da Casa de Detenção de São Paulo, no dia 2 de outubro de 1992
Multidão de parentes e curiosos em frente a entrada da Casa de Detenção de São Paulo, no dia 2 de outubro de 1992

Quinze policiais militares se sentarão no banco dos réus no 3º bloco do julgamento dos envolvidos no episódio que entrou para a história como massacre do Carandiru. O júri está marcado para começar às 9h desta segunda-feira (17), no plenário dez do Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, e a previsão é de que dure uma semana, conforme informação do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

O grupo é acusado pelas mortes de oito detentos e pela tentativa de homicídio de outras duas vítimas no 3º andar, o equivalente ao 4º pavimento da antiga Casa de Detenção de São Paulo, em 2 de outubro de 1992. Ao todo, 111 internos foram assassinados naquele dia.


Seis testemunhas de acusação e cinco de defesa foram convocadas. De acordo com o TJ-SP, o magistrado Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo presidirá o júri. O Ministério Público será representado pelos promotores Márcio Friggi e Eduardo Olavo. Já os réus, pelo advogado Celso Machado Vendramini.

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Outros júris


No ano passado, 21 anos após as 111 mortes no “massacre do Carandiru”, policiais militares foram levados a júri popular em dois momentos. Em abril, 26 foram julgados. Inicialmente, o grupo era responsabilizado pelo homicídio de 15 vítimas, mas duas foram desconsideradas. Depois de sete dias de júri, 23 réus foram sentenciados a 156 anos de prisão e três acabaram absolvidos. Os condenados receberam pena mínima de 12 anos por cada uma das mortes dos 13 detentos.

Em agosto, o 2º bloco do julgamento terminou com a condenação de outros 25 policiais militares a 624 anos de reclusão. Eles foram responsabilizados pela morte de 52 presos no terceiro pavimento do pavilhão 9. Inicialmente, o grupo era julgado pelas mortes de 73 detentos, mas o Ministério Público pediu que 21 homicídios não fossem imputados aos militares. Nos dois casos, a defesa entrou com recurso.


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Até a realização dos dois júris, somente um dos envolvidos no episódio havia sido levado ao banco dos réus. Em 2001, o coronel Ubiratan Guimarães, que comandou a Tropa de Choque durante o episódio, foi condenado a 632 anos de prisão pela morte de 102 detentos. Mas em 2006, a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Guimarães morreu assassinado meses depois, naquele mesmo ano.

Em dezembro do ano passado, outro comandante da ação policial na Casa de Detenção de São Paulo, o coronel da reserva Luiz Nakaharada, morreu ao sofrer um ataque cardíaco. Ele era apontado como responsável por cinco das 78 mortes que aconteceram no segundo andar do complexo do Carandiru e teria um julgamento individual após as quatro primeiras fases do júri.

A expectativa é de que o 4º bloco do julgamento acontece em março deste ano.

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