Comgás avalia pista central da marginal para liberação, diz Nunes
Prefeito de São Paulo afirma que decisão será tomada por grupo de trabalho nesta terça-feira, às 16h. Pista expressa está liberada
São Paulo|Do R7

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que a pista central da marginal Tietê, local onde parte da obra da Linha 6-Laranja do Metrô desmoronou, na região do Piqueri, zona norte de São Paulo, na manhã desta terça-feira (1°), passará por uma avaliação da Comgás antes de ser liberada. A expressa está liberada.
Leia também
"Acabamos de ter a informação de que a pista central — lembrando que aqui nós temos três vias, a local, onde nós estamos, a central e a expressa —, aqui na central, os engenheiros da Acciona informaram que não detectaram nenhuma instabilidade e ela estaria livre para liberação, mas nessa via passa uma tubulação da Comgás, e a Comgás só em 24h faria essa liberação", afirmou Nunes.
"Nós fizemos contato com a Comgás, que já fechou o gás lá, porque vem a tubulação de gás e depois tem uma ramificação para o lugar onde aconteceu o acidente. E nos informaram os engenheiros da Acciona que, uma vez fechado o gás lá e verificado que não tem nenhuma instabilidade, vamos poder liberar a pista central hoje às 16h", explicou o prefeito.
A decisão, segundo Nunes, será tomada por um grupo de trabalho formado por integrantes da prefeitura de São Paulo, Secretaria de Transportes, Sabesp, Metrô, CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e Acciona. Nunes ressaltou que a CET elaborou um plano de ação para o trânsito.
"Essa via que está interditada recebe 450 mil carros. Primeiro prevalece a questão da segurança, mas, havendo segurança, não tem por que manter o trânsito na cidade de São Paulo", disse Nunes. Às 16h, segundo o prefeito, técnicos da Comgás deverão fazer uma nova avaliação antes da liberação.
Em relação aos trabalhos para a reconstrução do trecho, Nunes disse que os engenheiros da prefeitura deram a sugestão de colocar estacas-pranchas para contenção no local e os engenheiros da Acciona, do Metrô e da Sabesp informaram que há uma tubulação que necessita de um estudo geológico. "O que temos em comum de consenso e acordo é que é necessário fazer tudo isso quanto antes para minimizar os estragos e para que a obra possa ser retomada", disse.
Rompimento de galeria de esgoto
O rompimento de uma galeria de esgoto no sentido transversal a uma obra da Linha 6-Laranja do Metrô foi a causa do desabamento que ocorreu na marginal Tietê, informou o secretário de Transportes Metropolitanos, Paulo José Galli.
“Houve o início de vazamento às 8h21, e o que começou de uma maneira leve acabou se rompendo. O solo não suportou o peso da galeria e se rompeu. A tuneladora passava a 3 metros dessa galeria, então não é um choque da tuneladora com a galeria”, disse Galli.
O secretário informou que o governo estadual está contratando uma auditoria para identificar exatamente o que aconteceu no desabamento, bem como seus responsáveis, para que as medidas cabíveis sejam tomadas.
O governador João Doria (PSDB) também esteve no local do desabamento e reiterou que, segundo os engenheiros da Acciona, empresa responsável pelas obras da Linha 6, o problema ocorreu em uma coletora de esgoto da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). “Dadas as circunstâncias, é o menor dos problemas. Poderia ter sido muito mais grave. Felizmente não tivemos nenhuma vítima”, afirmou Doria.
Tatuzão não foi causa do acidente, diz Acciona
Diferentemente do que havia informado o Corpo de Bombeiros, os engenheiros da Acciona, empresa responsável pelas Linha 6-Laranja, disseram que o tatuzão, maquinário utilizado nas obras da linha, não teve influência no incidente. “A engenharia da Acciona identificou que o problema foi uma coletora. Atingiram uma coletora da Sabesp”, disse Doria.
O diretor da Acciona no Brasil, André De Angelo, disse que não houve choque entre o tatuzão e as coletoras e adutoras. A tuneladora, segundo ele, estava a 3 metros da coletora da Sabesp.
“Estamos buscando identificar a real causa do acidente, e tão logo isso ocorra será informado. O importante é que todas as pessoas foram atendidas. Agora é buscar rapidamente soluções para retomar as obras”, afirmou De Angelo.
O acidente
O acidente aconteceu na pista local da marginal Tietê, aproximadamente 500 metros antes da ponte do Piqueri, no sentido Castello Branco. A CET informou que as pistas estão totalmente bloqueadas por volta das 9h da manhã desta terça-feira (1º).
A Secretaria de Transportes Metropolitanos relatou, por meio de nota, que, tão logo tomou conhecimento do incidente no poço de ventilação da Linha-6 Laranja do Metrô, determinou o isolamento de todo o perímetro e enviou uma equipe para acompanhar a apuração da causa da ocorrência.
"Não há informações sobre vítimas. As causas do acidente serão apuradas, assim como a extensão dos danos à obra e às vias locais", disse a pasta.
Os funcionários da empresa responsável pela obra começaram a ser dispensados às 9h. De acordo com o Corpo de Bombeiros, não há feridos, mas ambulâncias estão próximo ao lugar do desmoronamento para prestar eventual socorro.
No momento do acidente, 50 funcionários estavam no local. Todos conseguiram sair em segurança e, ainda de acordo com os bombeiros, apenas dois precisaram ser atendidos porque tiveram contato com a água poluída.
















