Continuação da greve da CPTM dependerá de julgamento do TRT, diz sindicato
Decisão está prevista para sair ainda hoje; paralisação atingiu mais de 1 milhão de passageiros
São Paulo|Do R7

De acordo com o coordenador das negociações sindicais da linhas 8 e 9 da zona Sorocabana, Everson Craveiro, informou na tarde desta quinta-feira (13) que a continuação ou não da greve dos ferroviários dependerá do julgamento do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) em São Paulo. A decisão está prevista para sair ainda hoje após as 17h. A informação foi passada após a categoria fazer uma assembleia em frente à estação da Luz do Metrô.
As linhas de trens 11 (Coral), 12 (Safira) e 9 (Esmeralda) estão totalmente paradas. A Linha 8-Diamante, que liga o município de Itapevi ao centro da capital, está com apenas uma estação fechada, a Júlio Prestes. A paralisação foi anunciada após assembleia nesta quarta-feira (12) em que a categoria rejeitou a proposta do governo, que incluía reajuste salarial de 8,56%.
Passageiros reclamam de falta de informação nos ônibus durante a greve da CPTM
A greve iniciada à 0h desta quinta-feira atingia mais de um milhão de passageiros no início da manhã, de acordo com a assessoria de imprensa da empresa.
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Falta de informação
A maior parte dos passageiros só soube da greve da CPTM hoje de manhã, quando chegaram à estação. Os usuários reclamaram da falta de organização para pegar o ônibus. Entre eles, a auxiliar administrativa Maria Gorete da Silva, de 38 anos.
— Se não bastasse a gente pagar caro na tarifa, ainda tem que aguentar uma coisa dessas. Está uma bagunça isso aqui.
Ela havia saído de casa, no Capão Redondo, às 6h45. Apenas às 8h20 conseguiu pegar o ônibus do Paese.
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Justiça
A CPTM confirmou, por volta das 13h20, que as três linhas estavam completamente paralisadas e informou ainda que, como os sindicatos não cumpriram a decisão do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), a empresa acionará a Justiça.
De acordo com o TRT, o descumprimento da Ordem Judicial implicará na responsabilidade civil e penal prevista no artigo 15 da Lei 7.783/89, além de multa diária no valor de R$ 100 mil a ser revertida em favor do Hospital São Paulo, Hospital das Clínicas e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
Em nota, os sindicatos afirmaram que "chegaram ao limite dos esforços para tentar negociar com a empresa".















