Corpo de artista plástica morta pelo marido será enterrado esta terça-feira
Crime aconteceu no último sábado, em Higienópolis
São Paulo|Do R7

Será enterrado às 10h desta terça-feira (23) o corpo da secretária e artista plástica Hiromi Sato, de 57 anos. O sepultamento vai acontecer no Cemitério da Paz, no bairro do Morumbi, zona oeste de São Paulo. Ela foi morta pelo companheiro, o advogado Sérgio Brasil Gadelha, de 74 anos, no último sábado (20), no apartamento onde moravam, em Higienópolis, bairro nobre no centro de São Paulo.
O corpo de Hiromi tinha diversos hematomas, nas pernas, costas, pescoço, boca. Também havia pedaços de cabelo espalhados pelo chão. Sergio contou que discutiu com a mulher por ciúmes e passou a agredi-la. Após a vítima desacordar, ele ligou para a filha, que estava em Santa Catarina e avisou o que havia acontecido. Ela pegou um avião e voltou para São Paulo. Ao chegar, colocou o corpo na cama e chamou a polícia, no começo da madrugada de domingo (21)
Quando os policiais militares chegaram, encontraram o advogado calmo, com uma garrafa de bebida alcoólica, e estranharam a frieza dele, segundo o sargento Marcelo Moraes.
— Estava tranquilo, sentado, perna cruzada, assistindo televisão. Como se nada tivesse acontecido.
Leia mais notícias de São Paulo
Nova perícia
Ainda esta semana a polícia espera que seja feita uma nova perícia no apartamento do casal. Isso porque entre a possível hora da morte e a chegada da PM, passaram-se pelo menos seis horas. Os investigadores suspeitam que Sérgio tenha limpado o imóvel durante esse tempo.
Brigas
Uma vizinha, que não quis ser identificada, disse que outros moradores do prédio escutaram uma possível briga no apartamento do casal.
— Foi um barulho de noite, joga coisa para lá, joga para cá. Elas falaram, né? A vizinha debaixo.
Outra vizinha, que também preferiu não se identificar, disse que Sérgio era muito nervoso e já tinha ameaçado a ex-mulher.
— Quando ele bebe perde o controle com tudo [...] [Com] a primeira esposa, ele saía na escada com faca e ninguém abria a porta para ela. Ninguém abria a porta porque tinha medo dele.













