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CPI dos Transportes é prorrogada após novas suspeitas de irregularidades

Vereadores devem concluir os trabalhos até fevereiro de 2014 com novos depoimentos

São Paulo|Do R7

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Ônibus são um dos alvos de investigações da CPI dos Transportes
Ônibus são um dos alvos de investigações da CPI dos Transportes

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Transportes que está em andamento na Câmara Municipal de São Paulo prorrogou os trabalhos por mais 55 dias. O pedido partiu do vereador Paulo Fiorilo (PT), presidente da comissão. Assim, o relatório final com as conclusões do colegiado deve ser apresentado até fevereiro de 2014, após o recesso de fim de ano.

O prazo inicial se encerraria no dia 25 deste mês, mas novas suspeitas de irregularidades e a necessidade de ouvir empresas e outras pessoas fizeram com que a comissão solicitasse mais tempo.


Os últimos depoimentos, realizados na última quinta-feira (17), mostraram que os donos de pelo menos duas empresas de ônibus que operam na capital também são proprietários de concessionárias da marca da Mercedes-Benz, realizando a venda de chassis de ônibus para eles mesmos. Tal condição, possivelmente controlando o processo de aquisição de veículos do início ao fim, deixou a suspeita nos vereadores da existência de um possível superfaturamento.

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De acordo com o presidente da CPI, é preciso investigar mais essa questão.


— Isso pode fazer com que preço do veículo tenha alguma distorção, vamos fazer essa discussão na CPI até porque pode influenciar no preço da passagem.

Outra questão que fez com que os trabalhos fossem prorrogados foi a necessidade de ouvir algumas empresas que tiveram seus nomes ventilados nas investigações do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) sobre um possível cartel nas concessões do metrô no Estado de São Paulo. As empresas Bombardier, CAF, Mitsui e IESA devem enviar representantes à Câmara nesta quinta-feira (24). Já a Alstom conseguiu na Justiça o direito de não comparecer à convocação feita pelos vereadores.


Paulo Fiorilo não concordou com a alegação da Alstom para não comparecer, sob a premissa de que “não há interesse direto do Município nos contratos da Alstom com o Metrô, uma vez que eles são firmados diretamente com o Governo Estadual”.

— Vamos precisar de um pouco mais de tempo, mas com certeza teremos Alstom aqui.

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