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Defesa diz que Elize Matsunaga não responderá às perguntas da acusação mesmo que for a júri popular

Para Luciano Santoro, acusação formou uma tese de que o crime foi premeditado e cruel

São Paulo|Por Vanessa Beltrão Do R7

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Santoro disse que postura de silêncio de Elize não a prejudicará
Santoro disse que postura de silêncio de Elize não a prejudicará Antonio Campos

O advogado de Elize Matsunaga, Luciano Santoro, informou que a sua cliente, mesmo se for levada a júri popular, não responderá às perguntas da acusação. A bacharel em direito é acusada de matar e esquartejar o executivo da Yoki, Marcos Matsunaga.

— Ela vai continuar a não responder a acusação. Vai responder a quem quiser saber a verdade. Para o magistrado, ela responde, se algum jurado tiver alguma questão e ela for ao tribunal do júri, ela responde. Para a acusação, enquanto não estiver buscando a verdade, não responderá.

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Hoje, Elize falou pela primeira vez em juízo e se recusou a responder aos questionamentos do Ministério Público e do assistente de acusação. Ela só atendeu às perguntas do juiz.

Veja a cobertura completa do caso Yoki

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Tipos de cortes em executivo da Yoki indicam que Elize teve ajuda em esquartejamento

O promotor do caso, José Carlos Consenzo, informou que Elize, mesmo se não ficasse em silêncio, não conseguiria responder 10% dos seus questionamentos.

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— O depoimento dela, ou pelo menos a forma que ela se mantém, é absolutamente inverídica, um amontoado de mentiras. Por uma estratégia da defesa, ela preferiu não responder àquilo que eu perguntei.

Elize Matsunaga criou cobra em apartamento onde marido foi esquartejado

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Questionado se manter essa postura de silêncio poderia prejudicar a sua cliente, Santoro disse que de “forma nenhuma”.

— Desde o primeiro dia, a acusação formou uma tese de que o crime foi premeditado e praticado de forma cruel. Isso não ocorreu e ela não vai responder nenhuma questão dessa forma.

O direito de não responder às perguntas da acusação, inclusive durante um tribunal do júri, é permitido por lei.

Segundo a Defesa, Elize confirmou em depoimento que matou o marido sozinha após ser agredida.

— Um momento de muita agressão com o Marcos a agredindo verbalmente, já tinha dado um tapa no rosto dela. Ela não aguenta e desfere um tiro nele.

Elize Matsunaga se preocupou com vinhos caros na reconstituição do crime

A defesa também pediu a exumação do corpo de Marcos Matsunaga. De acordo com Santoro, o objetivo é comprovar que o crime não foi praticado com crueldade.

— A alegação do perito de que Elize teria iniciado a segmentação do Marcos em vida é uma acusação inverídica.

A nova necropsia no corpo do empresário deve acontecer nos próximos dias. A perícia servirá para determinar o momento da morte da vítima. Se o executivo morreu em função do tiro na cabeça ou se estava vivo ao ser esquartejado.

Possível Amante

Nesta quarta-feira (30), também foi interrogada Nathalia Villa Real Lima que seria o pivô da briga do casal. Na versão da defesa, ela não foi o motivo do homicídio.

O caso

O empresário, herdeiro da Yoki Alimentos, foi encontrado morto e esquartejado na Estrada dos Pires, numa região rural, em Cotia, na Grande São Paulo, no dia 27 de maio 2012. O corpo foi encontrado, cerca de uma semana após o desaparecimento, cortado em pedaços e colocado em sacolas plásticas.

A mulher do empresário, Elize Matsunaga, 30, confessou o crime e o esquartejamento no dia 6 de junho. A Polícia Civil afirmou que o assassinato pode ter tido motivação passional.

De acordo com as investigações, Elize suspeitava que o marido estivesse tendo um caso e contratou um detetive particular para segui-lo. O profissional confirmou a traição. De acordo com a versão da mulher, Matsunaga foi morto com um tiro após uma discussão entre o casal, onde ela teria sido agredida. Depois, ela esquartejou sozinha o corpo e guardou os pedaços em sacolas plásticas.

A câmera de segurança do elevador do prédio onde ela vivia com o marido mostrou Elize saindo de casa com três malas. Ela confirmou à polícia que o corpo do marido estava nas malas.

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