Delegado volta a dizer que Cepollina escondeu roupa usada no dia do crime
Mãe da advogada discutiu novamente durante a sessão
São Paulo|Ana Cláudia Barros, do R7

O delegado Marco Antônio Olivato voltou a dizer, durante seu depoimento no Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, que as roupas entregues por Carla Cepollina à polícia como prova não eram as mesmas que ela usava no dia em que o coronel Ubiratan Guimarães foi assassinado. A afirmação foi feita, no final da tarde desta segunda-feira (5), durante o primeiro dia do julgamento que irá definir se Carla é ou não a autora do crime. A mesma afirmação já havia sido feita pela polícia durante as investigações do caso, ainda em 2006.
Olivato é a segunda testemunha a depor neste primeiro dia do julgamento. Antes dele, uma idosa vizinha de apartamento do coronel Ubiratan foi ouvida e disse que o prédio era seguro e não tinha registro de invasão.
Segundo Olivato, na época da investigação criminal, a polícia pediu que Carla entregasse as roupas que ela usava no dia do crime para que o material fosse periciado. O delegado afirma que a jaqueta e a blusa então entregues pela advogada não eram as mesmas que ela usou no dia em que Ubiratan foi morto. A diferença teria sido comprovada por imagens gravadas pela câmera do elevador do prédio onde Carla mora. As peças entregues por ela, inclusive, estariam molhadas.
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Ainda sobre as roupas, Olivato disse que a empregada que trabalhava na casa de Cepollina na época do crime chegou a afirmar, durante depoimento à polícia, que encontrou uma blusa branca da advogada de molho em um balde. A peça apresentava uma mancha vermelha. No dia do crime, Carla usava uma blusa branca, segundo teria constatado a perícia.
Durante o depoimento, a mãe e advogada assistente da defesa de Carla, Liliana Prinzivalli, afirmou, em diferentes momentos, que o delegado Olivato estaria mentindo. Uma das vezes foi quando ele falou sobre a troca das roupas. Outro momento foi quando ele mencionou os ferimentos nos pulsos de Carla.
Na época do crime, durante depoimento à polícia, Carla contou que havia se ferido no dia 25 de agosto, quando procurava uma chave no console do carro. Segundo o delegado, a perícia, porém, constatou que os arranhões haviam sido feitos quatro, cinco dias antes do depoimento, data que batia com a do assassinato do coronel. Júri
O julgamento de Carla Cepollina começou nesta segunda-feira com praticamente três horas de atraso. A previsão inicial do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) era de que o júri durasse cinco dias. Seis homens e uma mulher foram escolhidos como jurados e irão decidir se Cepollina é ou não culpada pela morte do coronel Ubiratan Guimarães.
Assista ao vídeo:
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