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Durante interrogatório, Carla Cepollina pede para ser chamada de doutora

Acusada se desentendeu com promotor em segundo dia de júri

São Paulo|Ana Cláudia Barros, do R7

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Carla Cepollina pede a promotor para ser chamada de "doutora"
Carla Cepollina pede a promotor para ser chamada de "doutora"

A advogada Carla Cepollina, acusada pelo assassinato do coronel Ubiratan Guimarães, se desentendeu com o promotor João Carlos Calsavara durante interrogatório da ré, realizado na noite desta terça-feira (6), no segundo dia de julgamento de Carla.

Incomodada com as perguntas do promotor, Carla fez um pedido a Calsavara:

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— O senhor se incomoda de me chamar de doutora?

A acusada alegou que é tão formada quanto ele. Em resposta, o promotor disse: “E você pode me chamar de João”.

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Arrependimento

Depois, quando questionada pelo advogado Vicente Cascione, contratado pela família da vítima, sobre a dimensão de seu ego, Carla explicou que não faz a menor questão de que a chamem de doutora, mas que no ambiente jurídico esse tratamento é natural. No entanto, ela assumiu que o pedido que fez ao promotor “foi um capricho de ego tolo levado pelo momento. Um capricho, inclusive, do qual eu me arrependo”.

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No final da tarde desta terça, por volta das 17h, teve início o interrogatório de Carla Cepollina. Questionada sobre a relação com o coronel, Carla afirmou que Ubiratan tinha uma personalidade muito forte, mas que os dois nunca brigaram.

“Eu detesto conflito”, relatou durante o inquérito. Ela também afirmou que o coronel chegou a pedir que ela fosse morar com ele. A previsão é de que o julgamento se estenda pela madrugada de quarta-feira (7).

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Primeiro dia

O primeiro dia de julgamento da advogada Carla Cepollina durou cerca de oito horas. Por volta das 15h40 de segunda-feira (5), quase três horas após o previsto, a sessão foi iniciada no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo.

Das 10 testemunhas convocadas – cinco de defesa e cinco da acusação, apenas três compareceram. Duas delas, Odete Odoglio de Campos, vizinha da vítima, e o delegado Marco Antonio Olivato, que presidiu o inquérito, foram ouvidos. O depoimento mais longo foi o do delegado Olivato, que começou às 18h13 e terminou por volta das 23h20.

Além disso, Carla foi retirada do plenário por volta de 21h30 após se manifestar durante depoimento do delegado Marco Antônio Olivato, segunda testemunha a depor neste primeiro dia do julgamento.

Liliana Prinzivalli, mãe e advogada da acusada, perguntou para o delegado se não era verdade que ele tinha dito para Carla que se ela não confesse ter matado Ubiratan, ele iria prender a mãe dela. O delegado negou a história e Carla respondeu: “Falou sim”. Diante da manifestação em momento indevido, o juiz pediu para que a ré fosse retirada do plenário.

A previsão inicial do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) era de que o júri durasse cinco dias. Seis homens e uma mulher foram escolhidos como jurados e irão decidir se Cepollina é ou não culpada pela morte do coronel Ubiratan Guimarães. Diante das faltas de testemunhas — apenas três das dez convocadas compareceram —, a expectativa é de que o julgamento termine antes do previsto.

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