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Em 4º dia de greve, 36 das 68 estações do metrô estão abertas

Neste domingo, às 10h, o Tribunal Regional do Trabalho julga a paralisação dos metroviários

São Paulo|Do R7

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Com greve dos metroviários, passageiros buscam alternativas de transporte como ônibus e trens da CPTM
Com greve dos metroviários, passageiros buscam alternativas de transporte como ônibus e trens da CPTM

O metrô de São Paulo tem mais um dia de operação parcial por causa da greve dos metroviários que, neste domingo (8), completa quatro dias. As linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha foram afetadas pela paralisação e algumas estações abriram às 5h52. Já a linha 4-Amarela está com um trecho interditado por causa de obras de expansão. A linha 5-Lilás é a única que funciona sem problemas desde as 4h45. No momento, 36 das 68 estações do metrô estão abertas, segundo a empresa.

Na linha 1-Azul, os trens circulam entre as estações Ana Rosa e Luz. A linha 2-Verde começou a operação entre as estações Ana Rosa e Clínicas. Outras duas estações foram abertas às 8h39: Sumaré e Vila Madalena. Na linha linha 3-Vermelha, a operação começou entre as estações entre entre as estações Bresser-Mooca e Santa Cecília, mas, a partir das 7h16, a estação Marechal Deodoro também começou a funcionar.

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Na linha 4-Amarela, o trecho entre as estações Paulista e Faria Lima ficará interditado durante o horário operacional, entre 4h40 e meia-noite, para a execução de obras nas futuras estações Fradique Coutinho e Oscar Freire. A concessionária ViaQuatro acionou o sistema Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) para transportar os passageiros no trecho interditado. 

Após julgamento de hoje, metroviários terão que encerrar greve

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Julgamento

Os metroviários fizeram uma nova assembleia, no fim da tarde de sábado (7), e decidiram continuar em greve até as 14h deste domingo, quando farão uma nova assembleia na sede do sindicato. O julgamento sobre legalidade da greve está marcado para as 10h deste domingo, no Tribunal Regional do Trabalho. De acordo com o tribunal, independente do resultado do julgamento, após a sessão, a Justiça vai determinar o retorno imediato dos grevistas ao trabalho. 

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O Metrô pede que a Justiça considere a paralisação abusiva e que determine de qual deverá ser o reajuste salarial da categoria. Patrões e empregados não entraram em acordo econômico em nenhuma das cinco tentativas de conciliação. Os metroviários reduziram a proposta de aumento de 35,47% para 12,2%. A empresa elevou a oferta de 5,2% para 8,7%. Os trabalhadores queriam ao menos 10%.

Além disso, a proposta da companhia incluía reajuste de 8,7% no vale-refeição, 17% no vale-alimentação, extensão do auxílio-creche, além da retirada da coparticipação dos funcionários no vale-refeição. Agora, todos esses índices serão fixados pelos desembargadores.

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Demissões

O governo do Estado aguarda a Justiça decretar a ilegalidade da greve para iniciar demissões e reforçar o uso da PM(Polícia Militar) na abertura das estações. O sindicato ampliou o tom das críticas e prometeu piquetes maiores, após confronto entre grevistas e a PM na Estação Ana Rosana última sexta-feira (6).

O Estado protocolou uma petição no Tribunal Regional do Trabalho solicitando que a greve fosse decretada abusiva, antes do julgamento do dissídio, como afirma o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes

— O que a Justiça vai definir, não temos certeza. Mas o que vier, é para cumprir. Imediatamente, terão de cumprir (e voltar ao trabalho). Se não vierem, pode-se começar a emitir demissões.

No entanto, o secretário-geral do Sindicato dos Metroviários, Alex Fernandes, disse que a entidade está determinada a ir "até as últimas consequências" na paralisação, apesar das ameaças de demissão. O sindicalista questionou a legalidade do envio na sexta-feira (6), de 440 telegramas por parte do governo, convocando os trabalhadores parados — sobretudo condutores de trens — a voltar para o serviço.

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