Em meio a crise hídrica, SP não tem operação especial para Carnaval com número recorde de blocos
Segundo a prefeitura, água de reúso para limpeza é única medida prevista diante da crise
São Paulo|Do R7

Em meio à pior crise hídrica da região Sudeste do País, a cidade de São Paulo terá recorde no número de blocos no Carnaval 2015. Ao todo, 300 blocos desfilarão na capital paulista. Por causa da seca, o vereador Gilberto Natalini (PV) chegou a sugerir ao prefeito Fernando Haddad (PT) e ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) que o Carnaval deste ano fosse cancelado.
Segundo o presidente da Amlurb (Autoridade Municipal de Limpeza Urbana), Silvano Silvério, as ruas afetadas receberão coleta de lixo em horários diferenciados e haverá instalação de lixeiras para o público. De acordo com a prefeitura, não haverá nenhuma operação especial por conta da falta de água no Estado. A limpeza envolverá recolhimento de lixo, coleta seletiva e lavagem das ruas com água de reúso.
A estrutura para os desfiles contará com 900 banheiros químicos (sendo 172 banheiros acessíveis a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida), 21 postos médicos e 83 diárias de ambulância de remoção e de UTI. Trabalharão nos dias de desfile 2.400 agentes de limpeza, 900 agentes de trânsito, 600 guardas civis, 150 agentes vistores e 70 equipes de apoio das subprefeituras.
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Na infraestrutura para o Carnaval, serão investidos R$ 4 milhões, sendo R$ 500 mil patrocinados pela Caixa Econômica Federal. A ideia é atrair patrocinadores que invistam na infraestrutura da festa. Segundo a SPTuris, o Carnaval de 2014 movimentou R$ 60 milhões na cidade. De acordo com o secretário para Assuntos de Turismo e presidente da SPTuris e da SPNegócios, Wilson Poit, o Carnaval de Rua da cidade tem alto potencial turístico.
— No ano passado, dobrou a permanência dos turistas na cidade nessa época. Este ano, o Observatório do Turismo vai fazer pesquisas, que usaremos para vender o nosso Carnaval.
Trânsito
As subprefeituras com maior concentração de blocos são Sé (86), Pinheiros (67), Lapa (22), Mooca (16), Butantã (13) e Freguesia do Ó/ Casa Verde (13). Segundo a Secretaria de Cultura, a ideia é estimular que as festas sejam descentralizadas, ocorrendo em bairros de todas as regiões.
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A passagem dos blocos terá apoio da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), que atuará na sinalização, bloqueio de ruas e proibição temporária de estacionamento. As áreas que receberão mais atenção são Vila Madalena, praça Roosevelt, praça Silvio Romero, no Tatuapé, rua Augusta, largo do Cambuci e as avenidas Faria Lima, Paulo VI, Alvinópolis e Eliseu de Almeida. O transporte coletivo será acompanhado por 378 funcionários da SPTrans (São Paulo Transporte).
As datas com mais desfiles são 7 e 8 de fevereiro e o feriado de Carnaval, entre os dias 14 e 18 de fevereiro. Nestas datas, a prefeitura também irá promover um baile de Carnaval no largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste, cuja programação será divulgada na próxima semana.













