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Estacionamentos de SP terão de ter vagas para bicicletas

Detalhes sobre fiscalização e cobrança serão divulgados em 60 dias

São Paulo|Do R7

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Estacionamentos terão de reservar pelo menos 5% das vagas para bicicletas
Estacionamentos terão de reservar pelo menos 5% das vagas para bicicletas PAULO LIEBERT

Os estacionamentos da capital paulista terão de reservar pelo menos 5% das vagas existentes para bicicletas. É o que determina lei aprovada pela Câmara, sancionada na quinta-feira (6) pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD). Detalhes sobre fiscalização — e cobrança ou não de multa — só devem ser divulgados após a regulamentação da lei, daqui a 60 dias, já na gestão do prefeito eleito Fernando Haddad (PT).

Até em estacionamentos coletivos pequenos, nos quais não é possível calcular os 5%, o espaço deve ser garantido — e cresce em porcentual. Uma garagem com menos de dez vagas, por exemplo, deve separar uma para bicicletas.


A regra vale para qualquer estacionamento: de condomínios, supermercados, shoppings e garagens particulares. Ela revê trechos do Código de Obras do Município, conjunto de regras criado em 1992 e que já estabelece, por exemplo, a reserva de vagas para deficientes.

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Segundo o autor do projeto, vereador Marco Aurélio Cunha (DEM), a lei vai valer também para edificações antigas, que terão de ser adaptadas.


—Se não valesse, não teria sentido. Demoraria cem anos para a cidade se adaptar.

O vereador explica que as paradas de bicicletas não poderão ser estacionamentos verticais — feitos com ganchos: terão de ser locais permanentes, com chão demarcado.


—Senão, criariam uns guarda-chuvas de bicicletas.

Polêmica

Associações que representam estacionamentos particulares e shoppings foram procuradas para comentar a lei, mas não responderam até o começo da noite de quinta-feira (6).

A maior polêmica, no entanto, deve ficar com os condomínios residenciais. Os prédios da cidade — muitos deles com problemas de falta de espaço para carros — terão de fazer reformas, o que será um problema segundo o diretor da Aabic (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo) Omar Anaute.

—É complicado criar mais espaço onde já não existe. Esse tipo de mudança deveria ser mais bem discutida. Muitos dos prédios novos já são entregues pelas construturas prevendo a necessidade de manobristas, porque as vagas já são fechadas. É uma decisão de cima para baixo. Para alguns prédios, é até inviável, embora a iniciativa de estimular as bicicletas seja boa.

Os cicloativistas, por outro lado, veem a eficácia da medida com restrições, conforme conta William Cruz, do site Vá de Bike.

—Já temos duas leis nesse sentido aprovadas na cidade. Mas nenhuma foi regulamentada e não são cumpridas. Como essa nova muda o código de edificações, pode ser que desta vez pegue.

Cruz diz que muitas pessoas deixam de ir de bicicleta a estabelecimentos comerciais por falta de lugar adequado para pará-las.

—Não são iguais a moto, que é só parar. Elas precisam de uma estrutura especial para serem presas.

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