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Estudantes ocupam reitoria da USP há 24 horas após invadirem prédio

Universitários exigem melhorias nos refeitórios e aumento do valor das bolsas de permanência, além de reivindicações de cada curso

São Paulo|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudantes ocupam a reitoria da USP há 24 horas após invadirem o prédio.
  • A reitoria cortou água e luz na tentativa de desmobilizar o movimento estudantil.
  • Os alunos exigem melhorias em refeitórios e aumento de bolsas de permanência estudantil.
  • O protesto ocorre pacificamente, com atividades culturais e rodas de conversa, apesar da presença policial.

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Universitários derrubaram um portão e ocuparam o prédio da Reitoria da instituição
Universitários derrubaram um portão e ocuparam o prédio da Reitoria da instituição Felipe Rau/Estadão Conteúdo - 08.05.2026

Estudantes já ocupam há 24 horas o prédio da reitoria da USP (Universidade de São Paulo), na Cidade Universitária, no Butantã, zona oeste da capital paulista, na tarde desta sexta-feira (8).

Nesta manhã, a instituição cortou o fornecimento de água e luz no edifício em busca de desmobilizar o movimento estudantil. Os alunos, porém, afirmam que só irão sair do local após a reitoria retomar as negociações com eles.


O protesto é organizado pelo DCE Livre (Diretório Central dos Estudantes) da USP. Os manifestantes tentam pressionar a universidade a atender às demandas da greve que começou em 15 de abril.

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Eles exigem melhorias nos refeitórios e aumento do valor das bolsas de permanência estudantil, além de reivindicações próprias de cada curso.


Após tentativas sem sucesso de negociação entre a USP e os alunos, a reitoria encerrou o diálogo na segunda-feira (4).

Por volta das 16h de quinta-feira (7), os manifestantes derrubaram um portão de metal e duas portas de vidro da reitoria e invadiram o edifício.


Eles acamparam com barracas nesta madrugada no saguão da reitoria e no jardim em frente ao prédio.

Policiais militares já estavam dentro do prédio e fizeram um cordão de contenção para restringir a ocupação. Os agentes seguem no local monitorando o ato nesta sexta.


A USP disse lamentar a “escalada de violência” que “levou à invasão do prédio principal da reitoria por manifestantes, com danos ao patrimônio público”.

“Diante dessa situação, e respaldada juridicamente, a Universidade adotou as medidas cabíveis, acionando as forças de segurança pública que, já presentes no local, atuam para evitar a ocupação de outros espaços e prevenir maiores danos patrimoniais. Em toda a ação, serão priorizadas a segurança e a integridade física de todos os envolvidos”, afirmou em nota.

O DCE refuta que o ato seja violento. “Não somos nós que queremos depredar o patrimônio público. Queremos resolver isso o mais rápido possível para voltar para as nossas aulas. Queremos nos formar, queremos fazer os nossos estágios”, afirmou a integrante da executiva do DCE e estudante de artes cênicas Danielly Oliveira.

Apesar da presença policial e da invasão de quinta, o protesto nesta sexta ocorre sem tumulto ou truculência. Pela manhã, os alunos realizaram oficinas de kung fu e capoeira. Já à tarde, organizam rodas de conversa. Caixas de som tocam funk, MPB e pop.

Cartazes colocados no prédio trazem frases como “reitoria ocupada”, “USP em greve por condições dignas de estudo e trabalho”, “mãe, passei na USP, mas tem larvas na minha comida”.

Os universitários tentam barrar a entrada de pessoas no prédio que não sejam do movimento estudantil.

Eles chegaram a fazer um cordão de contenção e gritar palavras de ordem após uma ex-aluna contrária ao protesto tentar acessar o edifício.

Frases como “não adianta tentar intimidar, nossa greve vai continuar” e “greve geral na educação para barrar a precarização” foram entoadas.

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