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Estudantes vão à Câmara para falar sobre violência pós ocupações

Audiência pública foi produzida e organizada pelo Comitê de Mães e Pais em Luta

São Paulo|Peu Araújo, do R7

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Mais de 100 estudantes, pais e apoiadores ocuparam as cadeiras
Mais de 100 estudantes, pais e apoiadores ocuparam as cadeiras

O protocolo foi quebrado na Câmara Municipal da cidade de São Paulo na manhã desta quarta-feira (23). Mais de 100 estudantes secundaristas, pais e apoiadores ocuparam as cadeiras do salão nobre para discutir e jogar luz nos problemas criados pós ocupações.

Uma audiência pública, produzida e organizada pelo Comitê de Mães e Pais em Luta se prestou a relatar os abusos policiais.


Por volta das 9h15 dois jovens, ao violão e guitarra, cantaram Nossa Luta, uma música sobre os estudantes secundaristas. A audiência foi aberta às 9h22 com apenas cinco membros, dois estudantes secundaristas, a mãe de aluno Isabel Cristina Lopes, a professora de psicologia da USP (Universidade de São Paulo) e o representante da câmara.

Wilson Levy, representante da Secretaria Estadual de Educação chegou atrasado e afirmou: "Nós temos, sim, professores que são autoritários, nós temos, sim, diretores que são autoritários e isso não se muda do dia pra noite”.


Representantes do município, como o vereador Jamil Murad (PCdoB), pediram a palavra e fizeram longos discursos desviando o foco do tema da audiência. Depois da fala do vereador Toninho Véspoli (PSOL), que fez duro discurso contra a violência da PM, os estudantes emanaram o coro de "não acabou, tem que acabar. Eu quero o fim da Polícia Militar". 

Os estudantes, pais e apoiadores, depois de uma morosa apresentação, começaram a falar por volta de 10h55. "Por que eu sou tratada como criminosa? Por que eu saio de casa com escolta policial? Eu estou lutando por educação pública e por melhoras", afirmou uma estudante de 16 anos. Depois da fala da estudante, foi a vez da conselheira tutelar Erminia Alonso falar. Ela disse que os jovens "não são o problema, eles são a solução".


"O problema aqui é o Estado, não somos nós. O Estado não nos representa", afirmou uma das mães. Às 11h41 o representante da Secretaria da Educação deixou a plenária sob os gritos de "fascistas, racistas não passarão". Muito criticado por sua fala protocolar, ele se prestou apenas a passar seu e-mail e não respondeu a nenhuma das perguntas feitas por estudantes e pais.

Até o meio-dia, apenas três estudantes se pronunciaram. O que é uma incongruência por se tratar de uma audiência que daria voz aos secundaristas. A audiência pública terminou 12h34 e apenas sete jovens foram ouvidos.

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