Evento em SP discute novo papel das agências de publicidade
As agências terão de se adaptar aos novos modelos de negócios. A inovação tecnológica trouxe também desafios de competitividade
São Paulo|Joyce Ribeiro, do R7

Quem manda é o cliente. Este é o pensamento que rege os novos negócios e que foi debatido no evento StartSe Preview 2020, em São Paulo. Representantes do mercado publicitário e de empresas de inovação como startups discutiram nesta sexta-feira (25) o futuro das agências de publicidade diante das transformações no mundo, em especial no digital.
No debate "Indústria da propaganda em cheque, longa vida a propaganda", o head de mídia da LG Eletrônicos, Marco Frade, afirmou que o modelo de negócio hoje praticado precisa mudar. Segundo ele, não há capacidade de planejamento a longo prazo porque, em vendas, a preocupação é com a próxima semana: " É necessário um respiro para trabalhar".
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Frade ressaltou que até 25% do orçamento é dedicado a investimentos, que são invisíveis no mercado de marketing. Em palestra, ele defendeu também transparência nas negociações para que todos saiam ganhando. "O diálogo com o veículo de comunicação tem que mudar, não é só audiência, clicks ou que tipo de métricas eu te entrego, mas sim o que vou te entregar de taxa de sucesso", disse.
Já o CMO do Santander, Igor Puga, destacou a importância do cuidado com a reputação e a imagem da marca. Ele afirmou que já está em curso a resignificação do serviço original das agências que é "criação e o cuidado da mídia". De acordo com o diretor de marketing, algo se perdeu no processo e é necessário se reinventar nesse cenário de crescimento da competitividade. Igor Puga lembrou ainda que os veículos não vão conseguir disputar com as plataformas e brincou: "É como na terapia, aceita que dói menos".
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Apesar dos novos desafios já postos, a conclusão do debate é de que a propaganda sobreviverá, mas precisa passar por reformulações para atender às crescentes necessidades do cliente, uma vez que o consumidor é cada vez mais exigente. Oportunidades de negócio, no entanto, não vão faltar, já que o Brasil é o 6º maior mercado publicitário do mundo.














