Federação Israelita de São Paulo lança campanha contra antissemitismo no Brasil
Iniciativa reúne vídeos emocionantes de sobreviventes e alerta para crescimento do ódio no país
São Paulo|Do R7, em Brasília
RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Memorial do Holocausto e a Federação Israelita do Estado de São Paulo lançaram uma campanha de combate ao antissemitismo em resposta à escalada de manifestações antissemitas no Brasil e no mundo.
A iniciativa é protagonizada por sobreviventes do Holocausto que reconstruíram suas vidas no Brasil e hoje fazem um apelo comovente pela preservação dos valores democráticos e do respeito às diferenças.
Entre os protagonistas estão Ariella Segre e Gabriel Waldman, que narram suas trajetórias de dor, superação e gratidão ao Brasil, mas também expressam profunda preocupação com os sinais crescentes de intolerância e desinformação.
A campanha também traz vídeos dirigidos pelo cineasta e curador do Memorial do Holocausto, Marcio Pitliuk, que deu voz a personagens reais da história.
“Esses depoimentos não são somente memórias, são um alerta. Quando os sobreviventes dizem que estão vendo o antissemitismo ressurgir, o Brasil precisa escutar com atenção. Eles já viram esse filme antes”, afirma Pitliuk.
Os vídeos terminam com a mensagem direta: “Diga NÃO ao antissemitismo.”
Campanha terá vídeos nas redes sociais
O lançamento ocorre sob a curadoria e supervisão do diretor-executivo do Memorial do Holocausto, Rabino Toive Weitman. Para ele, a ação é um antídoto contra a banalização do mal.
“O Memorial existe para lembrar, educar e prevenir. Quando a sociedade naturaliza discursos de ódio, o passado deixa de ser passado. Esta campanha é um chamado à consciência coletiva”, destaca Weitman.
Os vídeos estão sendo veiculados nas redes sociais das instituições e devem integrar ações educativas e de mobilização pública em escolas, universidades e espaços comunitários ao longo do segundo semestre.
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Segundo a federação, a campanha é lançada em um momento delicado, em que o governo federal, por decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, retirou o Brasil da IHRA (Aliança Internacional para a Memória do Holocausto), organização que reúne países comprometidos com o combate ao antissemitismo e à negação da Shoá.
A decisão gerou forte repercussão internacional e foi duramente criticada por lideranças judaicas no Brasil e no exterior.
“Esse é um momento crítico para reafirmarmos os valores que sustentam a democracia brasileira. O antissemitismo não pode ser minimizado, silenciado ou explorado politicamente. Dar voz aos sobreviventes é um gesto de responsabilidade histórica e social”, afirma Jairo Roizen, gerente de comunicação da Federação Israelita SP.
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