Fim dos aviões e ‘novo Arco do Futuro’ devem impulsionar crescimento da zona norte de SP
Novidade para o Campo de Marte e discussão de obra prometida por Haddad estão na mira
São Paulo|Thiago de Araújo, do R7

Entre as muitas regiões da cidade de São Paulo, a minuta do anteprojeto do novo PDE (Plano Diretor Estratégico) da capital privilegia a zona leste no presente, mas sem perder o foco na zona norte, a segunda área do município mais carente de empregos por moradores. Promessa do prefeito Fernando Haddad durante a campanha de 2012, o Arco do Futuro ainda está na mira, e será um dos elementos para alavancar esse crescimento.
Na última segunda-feira (19), durante o lançamento do novo PDE, Haddad explicou que o projeto do Arco do Futuro não está descartado, como deu a entender a secretária Leda Paulani, da pasta de Planejamento, Orçamento e Gestão, durante o lançamento do Plano de Metas 2013-2016, na semana passada na Câmara Municipal. Ela disse que não haveria recursos, sobretudo para as intervenções viárias.
Contudo, o prefeito de SP explicou que o projeto será lançado. Todavia, antes ele terá de ser remodelado, já que foi concebido sem priorizar o transporte público, uma demanda que, segundo Haddad, ficou muito evidente durante as conversas com urbanistas e com a população.
— A zona norte receberá um tratamento específico. Vamos construir um apoio norte (via de 17,5 quilômetros que ligará a Dutra ao bairro de Pirituba), mas com ênfase no transporte coletivo. A avenida que vai surgir não será uma tradicional, daquelas quatro pistas de rolamento indo e voltando, ela será redesenhada para contemplar transporte de média e alta capacidade, com o objetivo de levar empregos para lá.
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Os recursos para a obra, de acordo com ele, virão do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal.
— É uma operação mais complexa porque a avenida não existe. Como o PAC não financia obra rodoviária, nós vamos adotar os procedimentos que adotamos no viário sul, quando todos os projetos foram refeitos para contemplar o transporte público. Isso vai demandar uma lei específica.
Antes do projeto estar pronto (datas para conclusão e possível licitação não foram abordados pelo prefeito), Haddad espera ter outro problema resolvido: o fechamento do aeroporto Campo de Marte para aviões. Se o plano for levado adiante e virar realidade, o local só manteria o heliporto em funcionamento, com a asa fixa sendo fechada. Assim cairia a limitação da construção de prédios, por exemplo, nos bairros da zona norte.
— Obviamente não tendo mais os cones de aproximação do Campo de Marte, você vai poder repensar o desenvolvimento da zona norte, que é a segunda região da cidade com menos emprego. O Arco Tietê só se equilibra se eu levar moradia para o apoio sul e emprego para o apoio norte, é que o que está faltando de um lado a outro do rio para que essa região se equilibre, fazendo parte da macrorregião de reestruturação metropolitana.
O plano, porém, depende da viabilização de pelo menos um dos dois projetos de novos aeroportos de aviação executiva na Grande São Paulo: um em São Roque e um em Parelheiros. O prefeito acredita que um dos dois, senão ambos, devem sair do papel, possibilitando que a ideia do governo municipal para o Campo de Marte possa ser levado adiante.













