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Greve do gás no interior de SP pode acabar na próxima sexta-feira

Situação na capital paulista já foi resolvida em julgamento

São Paulo|Do R7

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Situação na capital paulista já foi resolvida em julgamento
Situação na capital paulista já foi resolvida em julgamento

Os trabalhadores de distribuidoras de gás no interior do Estado de São Paulo realizarão assembleia na próxima sexta-feira (16) que pode encerrar a greve da categoria. Os sindicatos que representam os funcionários irão indicar aos trabalhadores o fim da paralisação, mas com a manutenção do estado de greve.

A situação na capital paulista já foi resolvida em julgamento pelo TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região) na última terça-feira (13), em São Paulo. As cidades de Paulínia, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e Presidente Prudente, contudo, continuam em greve, após audiência de conciliação que terminou sem acordo.


A expectativa dos trabalhadores é de que o Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo), que representa as distribuidoras, estenda ao interior do Estado as determinações da Justiça com relação à capital. O Sindigás informou que vai esperar o julgamento da questão pelo TRT da 15ª Região, em Campinas, sem data marcada, para se manifestar. A greve começou em localidades do interior do Estado no dia 29 de outubro e chegou à capital no dia 5.

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De acordo com a diretora do Sindminérios (Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo) de São José dos Campos e Região, Valéria Medeiros, a assembleia pode definir algumas questões.

— Haverá assembleia na sexta-feira em todo o Estado com um encaminhamento para que os trabalhadores retomem as atividades, dando prazo para o Sindigás fazer os acertos de pagamento, cumprir o julgamento que foi feito no TRT e estender para os demais.


Em nota, o Sindigás informou que "a maioria das bases engarrafadoras de gás já está operando a plena capacidade, de forma a normalizar imediatamente o fornecimento do produto". De acordo com o sindicato das distribuidoras, ainda, o TRT-2 concedeu à categoria reajuste de 6%, "manteve os valores atuais para os demais benefícios e não definiu porcentual sobre a participação nos lucros e resultados (PLR)". A indicação da Justiça foi para que as demais questões fossem resolvidas pelo diálogo, complementa o Sindigás.

Na capital paulista, a Seção Especializada em Dissídios Coletivos do TRT-2 decidiu que a greve foi legal, não abusiva e concedeu reajuste salarial de 6% para a categoria. O pedido dos trabalhadores era de 7,39% de reajuste salarial, aumento no valor da cesta básica de R$ 280 para R$ 360 e PLR 210%. O Sindigás ofereceu 6% de aumento, R$ 310 de cesta básica e PLR de 160%. Não houve definição quanto ao valor da cesta básica e de vale-refeição, pois, segundo o tribunal, são propostas que já constam de convenção coletiva existente.

A presidente do Sindminérios de São José e coordenadora da negociação, Antonieta de Lima, comentou que a PLR não foi aumentada, mas também não foi reduzida "como queria o Sindigás", o que já representa uma vitória para a categoria.

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