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Grupo passa a noite em frente ao Parque Augusta em protesto contra fechamento de portões

Desde domingo, população não tem acesso ao local; área é vasta em mata atlântica

São Paulo|Do R7

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Manifestantes prometeram ficar no local até que os portões reabram
Manifestantes prometeram ficar no local até que os portões reabram

Um grupo passou a madrugada desta segunda-feira (30) em frente ao Parque Augusta, na região central de São Paulo, em protesto ao fechamento dos portões do lugar, impedindo o acesso da população. De acordo com informação postada em uma das páginas criadas no Facebook para discutir o tema, os manifestantes prometeram ficar no local até a reabertura do parque. O ato começou na manhã de domingo (29).

“Passamos a noite em frente aos portões trancafiados do Parque Augusta que foi sequestrado ontem (domingo). Ficaremos aqui até que os abram. Venham todos!”


Segundo publicação anterior na rede social, vigilantes privados fazem a segurança do local e “utilizam uma cópia de escritura de compra pra alegar se tratar de uma propriedade particular”. A publicação esclarece que o dono de parte do terreno teria a posse até a conclusão da desapropriação e que, ainda assim, “constava na escritura a obrigatoriedade de livre acesso e uso público com penalidade para a quebra destas cláusulas”.

O terreno de 25 mil m², no quarteirão entre as ruas Augusta, Caio Prado e Marquês de Paranaguá, na Consolação, pertence ao ex-banqueiro Armando Conde desde 1996. Duas incorporadoras planejam construir duas torres na área, que hoje é vasta em mata atlântica e abriga dois estacionamentos.


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Segundo foi relatado no mesmo texto da página social, foi registrada ocorrência policial por impedimento de acesso.


Sanção

No dia 24, o prefeito de São Paulo Fernando Haddad sancionou o projeto delei que prevê a criação do parque, atendendo a um pedido da população por uma área verde na região central da cidade. No mesmo dia, um dos líderes do Movimento Parque Augusta, Jeff Anderson, afimou que quer saber quanto custará a desapropriação, pois é contra a oneração dos cofres públicos. Eles lutam para que não haja especulação imobiliária e querem que a construção do primeiro parque de gestão autônoma.

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