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Haddad quer dobrar para R$ 6 bi investimento em SP

Prefeito encontrou com presidente Dilma nesta quinta em Brasília

São Paulo|Marina Marquez, do R7, em Brasília

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O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, se reuniu com a presidente Dilma Rousseff nesta quinta-feira (18) no Palácio Planalto, em Brasília, para apresentar o Plano de Metas do governo paulistano para os próximos quatro anos e pediu à chefe do Executivo um aumento do volume de investimentos do governo federal na capital em obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Haddad disse que quer dobrar o volume de investimentos da cidade de São Paulo de R$ 3 bilhões para R$ 6 bilhões anuais e que conta com o PAC para as principais obras de drenagem, habitação, transporte, saúde e educação.


— Podemos usar mais o PAC e é isso que viemos buscar aqui. Não estou responsabilizando [outros governos por ter usado pouco os recursos]. Nossa taxa de investimento percapita hoje é metade do Rio de Janeiro e se for verificar o que desestabilizou foram recursos federais do PAC [que não foram usados].

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Além do prefeito e de Dilma, participaram da reunião os ministros Alexandre Padilha (Saúde), Aloizio Mercadante (Educação) e Aguinaldo Ribeiro (Cidades). De acordo com Haddad, a presidente ouviu passo a passo todos os pontos do plano de metas porque "tem um carinho especial com a cidade de São Paulo".

— Ela tem um cuidado com a cidade mais populosa do País. São 11 milhões de trabalhadores. E não é só a questão do recurso que está indo daqui para São Paulo, mas o que isso vai gerar de crescimento para a economia do País. Os investimentos têm taxa de retorno que interessa. Representamos 12% do PIB (Produto Interno Bruto) do País e, se São Paulo fica sem investimento, os gargalos de produtividade não são superados.


O plano de metas do governo paulistano prevê cerca de R$ 22,9 bilhões em investimentos até 2016. Em duas semanas, o prefeito se reunirá novamente com a presidente para estabelecer quais são as prioridades para 2013 e 2014 e quanto o PAC vai financiar desse montante.

Haddad explicou que as obras de drenagem, habitação e transporte público estão adiantadas porque já tinham áreas para disponíveis para licitar. Saúde e educação aguardam desapropriação de terrenos para poder fazer a licitação das obras.


Dívida

Sobre a dívida da capital paulista, Haddad disse que aguarda uma negociação da Frente dos Prefeitos e que "a discussão está evoluindo".

— No Ministério da Fazenda, a dívida e extensão das linhas de financiamento e crédito para as capitais já vem sendo discutido com diretrizes definidas pela presidente.

No que diz respeito às desonerações, o prefeito disse que "o município já desonerou tudo que podia".

Haddad disse ainda que o aumento nas tarifas de transporte público é inevitável mas que o reajuste não vai superar a inflação acumulada. Desde janeiro de 2011, segundo ele, a cidade de São Paulo não tem aumento no preço do transporte público.

— Já foi estabelecido no governo federal, municipal e estadual que sobe em junho. Definimos esse calendário. A desoneração já foi feita, [acreditamos que ] vai ter pouco impacto se levar em conta dois anos e meio que ficou congelada.

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