São Paulo Homem é preso em São Paulo por envolvimento em rinha de cães 

Homem é preso em São Paulo por envolvimento em rinha de cães 

Justiça expediu cinco mandados de prisão preventiva para SP. Dezessete são cumpridos em outros estados. Na casa do suspeito, pit bull foi resgatado

Cão acorrentado e com sinais de briga em casa de foragido de rinha

Cão acorrentado e com sinais de briga em casa de foragido de rinha

Divulgação

Marlon Gleison Ferreira foi preso em casa nesta sexta-feira (20) em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, depois de a Justiça de São Paulo decretar a prisão preventiva de 22 homens envolvidos na rinha de cães, em Mairiporã, na Grande São Paulo. 

De acordo com a Delegacia do Meio Ambiente, a Justiça expediu cinco mandados de prisão para São Paulo. Os outros 17 serão cumpridos em outros estados.

A Polícia Civil continua as buscas pelos outros quatro homens, que estão foragidos.

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Na casa de Dion Lopes da Rocha, no Jardim São Luís, na zona sul da capital paulista, os policiais acharam um cão da raça pitbull também com sinais de maus tratos. O cachorro foi recolhido e levado para abrigo.

Pelas redes sociais, a ativista Luisa Mell informou que, após denúncia e com apoio da polícia, foi localizado mais um cão de rinha na casa de um dos foragidos. Ela revelou que o animal tinha "marcas de briga, vivia amarrado sob sol e chuva em um quintal. O desespero dele era enorme". O pit bull já está com a equipe veterinária do Instituto Luisa Mell.

Prisões decretadas

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a prisão de 22 envolvidos na rinha de cães, localizada no sábado (14) em Mairiporã, município da Grande São Paulo.

Dois dias depois de a polícia localizar a rinha de cães, a Justiça de Guarulhos liberou 40 dos 41 detidos – apenas o acusado de organizar o evento, Djoy Rodrigues, teve a prisão preventiva decretada. Mas o Ministério Público recorreu.

Na ocasião, o juiz André Luiz da Silva argumentou que “nada há a indicar que em liberdade eles (suspeitos) possam colocar em risco a ordem pública, prejudicar o normal desenvolvimento de futura ação penal ou frustrar a aplicação de eventual sanção”. Por essa razão, o magistrado não converteu a prisão em flagrante em preventiva e os colocou em liberdade mediante pagamento de fiança, de 2 a 60 salários mínimos.

No entanto, segundo decisão desta sexta, assinada pela juíza Daniela Aoki de Andrade Maria, não constou no alvará de soltura de alguns dos detidos a necessidade de comparecimento perante ao juízo. Ela argumenta que, desde a soltura, “deixaram alguns dos suspeitos de cumprir as determinações que lhe foram dirigidas, a demonstrar que de fato não pretendem colaborar com a Justiça”. Por isso, a magistrada determinou a revogação da “benesse concedida” e a prisão de 22 envolvidos.