Hospital admite que não seguiu regra padrão com criança baleada
Menino foi atingido pouco depois da 0h e deu entrada no SUS às 6h20
São Paulo|Kaique Dalapola, do R7, Andressa Isfer e Gilberto Gava, da Agência Record
O Hospital Family, que prestou os primeiros atendimentos à criança Arthur Bencid, 5 anos, morto vítima de bala perdida nesta segunda-feira (1º), disse que não recorreu ao sistema Cross (Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde) para pedir a transferência do menino.
A assessoria de imprensa do hospital disse que entrou em contato com 12 unidades do SUS (Sistema Único de Saúde), sendo o primeiro à 1h11 e o último às 4h20, mas não encontrou vaga em nenhuma. O Hospital Family, no entanto, não fez o procedimento padrão de buscar a vaga pelo sistema do Governo do Estado de São Paulo.
Em nota, a Secretaria de Saúde de São Paulo informou que atendeu rapidamente o menino que deu entrada ao Hospital Geral Pirajussara às 6h20, mais de seis horas depois de ser atingido, em estado gravíssimo, após ser levado pelo Samu de Taboão da Serra depois do pedido de transferência feito pelo Hospital Family.
O Hospital Pirajussara não está na lista dos 12 hospitais que a assessoria de imprensa do Family afirma ter entrado em contato pedindo para atender a criança. Segundo a Secretaria da Saúde, o hospital estadual “não nega atendimento a nenhum caso de urgência que procura o serviço”.













