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Irmã de Bianca Consoli e ex-mulher de réu começa a depor

Ela é a terceira testemunha a prestar depoimento nesta quarta-feira, segundo dia de júri

São Paulo|Ana Cláudia Barros, do R7

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Daiana era mulher do Sandro na época do crime
Daiana era mulher do Sandro na época do crime

Daiana Consoli, irmã de Bianca Consoli e ex-mulher de Sandro Dota, acusado de matar a universitária, começou a depor por volta das 15h20 desta quarta-feira (24). Ele é a terceira pessoa a prestar depoimento hoje, quando acontece o segundo dia de julgamento do caso Bianca.

Antes dele, o namorado de Bianca na época em que a jovem foi assassinada, Bruno Barranco, foi a segunda testemunha a prestar depoimento. Questionado pela juíza da 4ª Vara do Júri Fernanda Afonso de Almeida, Barranco confirmou que o réu havia “mexido com Bianca”. Segundo a testemunha, a abordagem do motoboy Sandro Dota teria acontecido na época em que a vítima estava com um ex-namorado.


A primeira testemunha a ser ouvida nesta quarta-feira foi a perita do IML (Instituto Médico Legal) Angélica de Almeida que falou por cerca de uma hora. Durante a investigação do crime, Angélica foi responsável por elaborar o laudo necroscópico da vítima.

Segundo a perita, os exames indicaram que houve luta corporal entre Bianca e o autor do crime e as lesões encontradas no corpo da jovem foram provocadas pouco antes de sua morte.


Segundo dia

O julgamento do motoboy Sandro Dota entrou em seu segundo dia nesta quarta-feira. Primeira testemunha a ser ouvida, a perita do IML (Instituto Médico Legal) Angélica de Almeida falou por cerca de uma hora. Durante a investigação do crime, Angélica foi responsável por elaborar o laudo necroscópico da vítima. Segundo a perita, os exames indicaram que houve luta corporal entre Bianca e o autor do crime e as lesões encontradas no corpo da jovem foram provocadas pouco antes de sua morte.


Nesta terça-feira (23), três testemunhas depuseram e o clima foi tenso durante a sessão de pouco mais de sete horas no Fórum da Barra Funda. Marta Consoli, mãe de Bianca, e o investigador Maurício Silva Vestyik fizeram seus relatos pelo lado da acusação, enquanto a delegada Giselle Priscila Capelo depôs a pedido da defesa.

Há expectativa também para o depoimento de Daiane Consoli, irmã da vítima e ex-mulher do réu. Ao todo, estavam previstas 17 testemunhas. Quatro foram dispensadas desde ontem. São elas: testemunha "beta" (uma amiga de Bianca, protegida pela Justiça), arrolada pela acusação; Carlos Prado e o investigador Almir Chagas dos Santos, escolhidos pelo juízo, e Danilo Ribeiro Consoli, de 12 anos, filho de Daiane.


O Conselho de Sentença é formado por quatro homens e três mulheres, que devem decidir o futuro de Dota até o final desta semana.

O crime

O corpo da universitária Bianca Consoli, 19 anos, foi achado pela mãe dela caído próximo à porta de saída de casa, na zona leste de São Paulo, no dia 13 de setembro de 2011. Segundo a polícia, a jovem foi atacada quando havia acabado de tomar banho e se preparava para ir à academia.

Na cama, os investigadores encontraram a toalha usada pela jovem, ainda molhada. A garota teria reagido à presença do criminoso e começado uma luta escada abaixo. Foram localizadas mechas de cabelo pelos degraus.

Dentro da garganta da jovem, a polícia encontrou uma sacola plástica, usada pelo autor para asfixiar a estudante.

As investigações apontaram o motoboy Sandro Dota, cunhado da vítima, como o suposto autor do crime. Ele está preso desde o dia 12 de dezembro de 2011.

O motoboy nega as acusações e se diz inocente. Em julho do ano passado, ele foi para o Complexo Penitenciário de Tremembé, a 147 km de São Paulo. Dota alegou ter sofrido ameaças de morte no Centro de Detenção Provisória 3 de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista, onde estava. Por este motivo, a Justiça teria determinado sua transferência.

Em agosto do ano passado, a acusação de estupro foi incluída no processo contra Sandro Dota. A defesa do réu, entretanto, nega o crime e diz que o laudo do legista é inconclusivo. Para a polícia, o crime teve motivação sexual.

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