Justiça aceita pedido de exumação do corpo de artista plástica morta pelo namorado em Higienópolis
Advogado que matou a vítima e foi assistir televisão foi denunciado por homicídio qualificado
São Paulo|Do R7

A Justiça aceitou, nesta quarta-feira (8), o pedido de exumação do corpo da secretária e artista plásticaHiromi Sato, de 57 anos, que foi morta pelo advogado Sérgio Brasil Gadelha, de 74 anos, com quem morava havia três anos. O crime aconteceu no dia 20 de abril deste ano, no apartamento onde o casal vivia, em Higienópolis, região nobre de São Paulo.
A solicitação foi feita pelo Ministério Público de São Paulo nesta terça-feira (7). A promotora de Justiça Solange Azevedo Beretta da Silveira justificou o pedido dizendo que "o laudo de exame necroscópico se mostrou omisso, obscuro e contraditório".
O juiz Alberto Anderson Filho, da 1ª Vara do Júri, determinou que a polícia e o IML (Instituto Médico Legal) sejam comunicados com urgência para "que tomem as devidas providências no mais curto período possível para que seja realizada a nova necropsia". A Justiça determinou também a realização de uma nova reconstituição do crime, também solicitada pelo MP-SP.
Na terça-feira, Gadelha foi denunciado por homicídio qualificado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo a polícia, o advogado asfixiou e bateu violentamente na artista plástica.
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Ele confessou que matou a companheira, após uma briga, por ciúmes. Ela foi encontrada com hematomas no rosto, braços, barriga e costas, além de uma marca de esganadura em volta do pescoço. Segundo a denúncia da promotoria, o laudo do Insituto de Criminalística confirma que oadvogado alterou o local do crime ao limpar "os vestígios de sangue e outros elementos orgânicos provenientes das agressões que infligiu à vítima".
Após a vítima desmaiar, ele ligou para a filha, que estava em Santa Catarina, e avisou o que havia acontecido. Ela pegou um avião e voltou para São Paulo. Ao chegar, colocou o corpo na cama e chamou a polícia. O corpo ficou no apartamento, no bairro de Higienópolis, região nobre de São Paulo, por pelo menos seis horas.
Quando os policiais militares chegaram, encontraram o advogado calmo, com uma garrafa de bebida alcoólica, e estranharam a frieza dele, segundo o sargento Marcelo Moraes.
— Estava tranquilo, sentado, perna cruzada, assistindo televisão. Como se nada tivesse acontecido.
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